Talmud é um livro onde se encontram condensados todos os depoimentos, ditados e
frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos.
Tem um que termina dizendo o seguinte:
"Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas.
A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da
cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual....debaixo do braço
para ser protegida e do lado do coração para ser amada".
terça-feira, setembro 28, 2004
domingo, setembro 26, 2004
Poética
Entre palavras sentidas e letras perdidas
perco-me...
Leio, olho, procuro, medito, interdito
não acho...
Corro, percorro, vagueio, devasso
obscureço...
Rebusco, escuto, invado, qual intrusso
escuso...
Por entrelinhas, em caminhares difusos
entonteço...
Não vejo, não desisti, vou em frente
Palavras...
Letras...
Alguém entende?...
perco-me...
Leio, olho, procuro, medito, interdito
não acho...
Corro, percorro, vagueio, devasso
obscureço...
Rebusco, escuto, invado, qual intrusso
escuso...
Por entrelinhas, em caminhares difusos
entonteço...
Não vejo, não desisti, vou em frente
Palavras...
Letras...
Alguém entende?...
quarta-feira, setembro 22, 2004
Batas Brancas
Batas brancas que circulam, se cruzam atarefadas ou lentas.
Semblantes tensos, sisudos, pensativos, trocam opiniões e analisam situações.
As macas entram correndo com doentes gemendo com semblantes de dor, enquanto outras saem leves e vazias do sofrimento deixado.
Pessoas com problemas aguardam sua vez de chamada, enquanto parentes ou amigos procedem às inscrições.
Os pacientes mais faladores contam suas maleitas, seus infortúnios, para tentar minorar o sofrimento real ou a solidão em que vivem.
É um corre corre em corredores de tons brancos, lisos, impessoais, mostrando que ali, na dor, todos somos iguais.
Um enfermeiro passa "Conheço-a de algum lado!", "É natural, talvez daqui!", "Sabe, tenho uma vizinha muito parecida consigo...". Conversa interrompida por um chamamento do lado. Um sorriso que se foi...
Não há tempo.
A resolução de problemas impera.
Lá fora, umas dezenas esperam a sua vez de ser ouvidas pelas batas brancas.
Semblantes tensos, sisudos, pensativos, trocam opiniões e analisam situações.
As macas entram correndo com doentes gemendo com semblantes de dor, enquanto outras saem leves e vazias do sofrimento deixado.
Pessoas com problemas aguardam sua vez de chamada, enquanto parentes ou amigos procedem às inscrições.
Os pacientes mais faladores contam suas maleitas, seus infortúnios, para tentar minorar o sofrimento real ou a solidão em que vivem.
É um corre corre em corredores de tons brancos, lisos, impessoais, mostrando que ali, na dor, todos somos iguais.
Um enfermeiro passa "Conheço-a de algum lado!", "É natural, talvez daqui!", "Sabe, tenho uma vizinha muito parecida consigo...". Conversa interrompida por um chamamento do lado. Um sorriso que se foi...
Não há tempo.
A resolução de problemas impera.
Lá fora, umas dezenas esperam a sua vez de ser ouvidas pelas batas brancas.
quinta-feira, setembro 16, 2004
Carta a um Amigo
Estas letras são para ti, meu querido e especial amigo (que não conheço).
As saudades sentidas (sei lá!...) apertam dia a dia com a tua ausência (estarás perto?).
Partiste (ou ficaste...) para terras longínquas (ou não) em busca da fortuna (ou da aventura) e duma melhoria de vida (liberdade?!).
Dos teus rastos (peugadas) ficaram as lembranças (souvenirs) dos caminhos partilhados (sozinho) nos passeios pelos bosques, pelo mar.
Tornaste-te o companheiro ideal (na solidão) para enfrentar as agruras da vida (ou não) e acompanhar a Dita (infelicidade) que programámos os dois (só tu).
O teu sorriso e alegria (em lágrimas) sempre presente, preenche os espaços vazios (nem tanto!) desta existência que vagueia ao sabor da maré (alta ou baixa) pela tua presença.
Tudo em ti resplandescia (era obscuro): os teus olhos, os teus gestos, a tua postura (que desconheço).
A tua verbalidade (mudez) fluente, plena de conhecimentos sábios (1+1=2), de cultura (dos legumes), enlevavam-me em miríades de cores (anácromas).
Em sonhos vias-me (a mim?!) dizias, para me colocares um ar feliz no meu rosto.
Os sonhos (pesadelos) comigo, transportávam-nos a lugares distantes (à cidade ao lado), com exóticos manjares (sopa?) e entardeceres das mil e uma noites (passou-se!...).
As viagens que fizemos (não existiram) tornaram-se memórias indescritíveis.
Meu querido e especial amigo (desconhecido), tudo isto não passa de lembranças (pequenas ofertas) de um passado sempre presente (inexistente) que nunca esquecerei.
Anseio o teu regresso (partida) como uma flor que espera a mão delicada que a irá colher (credo!...).
Manda notícias tuas (para quê, se não existes?!) logo que possas.
A sempre (jamais!) tua especial amiga (quem será?) que nunca te esquecerá (é já!...),
fk gtre unçoierynnb
As saudades sentidas (sei lá!...) apertam dia a dia com a tua ausência (estarás perto?).
Partiste (ou ficaste...) para terras longínquas (ou não) em busca da fortuna (ou da aventura) e duma melhoria de vida (liberdade?!).
Dos teus rastos (peugadas) ficaram as lembranças (souvenirs) dos caminhos partilhados (sozinho) nos passeios pelos bosques, pelo mar.
Tornaste-te o companheiro ideal (na solidão) para enfrentar as agruras da vida (ou não) e acompanhar a Dita (infelicidade) que programámos os dois (só tu).
O teu sorriso e alegria (em lágrimas) sempre presente, preenche os espaços vazios (nem tanto!) desta existência que vagueia ao sabor da maré (alta ou baixa) pela tua presença.
Tudo em ti resplandescia (era obscuro): os teus olhos, os teus gestos, a tua postura (que desconheço).
A tua verbalidade (mudez) fluente, plena de conhecimentos sábios (1+1=2), de cultura (dos legumes), enlevavam-me em miríades de cores (anácromas).
Em sonhos vias-me (a mim?!) dizias, para me colocares um ar feliz no meu rosto.
Os sonhos (pesadelos) comigo, transportávam-nos a lugares distantes (à cidade ao lado), com exóticos manjares (sopa?) e entardeceres das mil e uma noites (passou-se!...).
As viagens que fizemos (não existiram) tornaram-se memórias indescritíveis.
Meu querido e especial amigo (desconhecido), tudo isto não passa de lembranças (pequenas ofertas) de um passado sempre presente (inexistente) que nunca esquecerei.
Anseio o teu regresso (partida) como uma flor que espera a mão delicada que a irá colher (credo!...).
Manda notícias tuas (para quê, se não existes?!) logo que possas.
A sempre (jamais!) tua especial amiga (quem será?) que nunca te esquecerá (é já!...),
fk gtre unçoierynnb
terça-feira, setembro 14, 2004
Os dias que correm...
A máquina ocupou o lugar dos seres pensantes.
A ciência, destinada ao bem da humanidade, esqueceu seu lugar, ultrapassou barreiras, procurou a fama.
A evolução tecnológica invadiu as mentes e ocupou lugar privilegiado, relegando para segundo plano outros valores dum quotidiano mais calmo, mais pacífico.
A violência oral e física apoderou-se do aconchego dos lares e, diariamente, nos mostra a sua face horrenda, disforme.
Entra-nos pelas casas, sem permissão, invadindo tudo e todos, nas suas mais diversas formas, trazida por máquinas e pessoas menos escrupulosas, sensionalistas.
A noção de respeito, adulterou-se.
O amor pelo próximo espelha-se em fachadas fúteis, em benemerências colonáveis.
A privacidade tornou-se palco de peças teatrais de mau gosto e interpretação falsa.
Para a fama tudo vale.
Pisam-se nobres sentimentos, conceitos antes enraízados.
A ambição do poder ultrapassa tudo e todos.
É o estar sem estar. O ser sem ser.
Agir, cansa! Porque não ter tudo feito?
Pensar?! Desperdício inútil, que se ganha?
Falar?! Já há palavras chave, repetidas e repetitivas.
O diálogo é o umbigo de cada um.
O amor, esse, existe verbalmente, mas há muito que se chama desamor.
Mas haja esperança!
Não dizem que é a última a morrer?!...
Pois é! A vida continua.
A ciência, destinada ao bem da humanidade, esqueceu seu lugar, ultrapassou barreiras, procurou a fama.
A evolução tecnológica invadiu as mentes e ocupou lugar privilegiado, relegando para segundo plano outros valores dum quotidiano mais calmo, mais pacífico.
A violência oral e física apoderou-se do aconchego dos lares e, diariamente, nos mostra a sua face horrenda, disforme.
Entra-nos pelas casas, sem permissão, invadindo tudo e todos, nas suas mais diversas formas, trazida por máquinas e pessoas menos escrupulosas, sensionalistas.
A noção de respeito, adulterou-se.
O amor pelo próximo espelha-se em fachadas fúteis, em benemerências colonáveis.
A privacidade tornou-se palco de peças teatrais de mau gosto e interpretação falsa.
Para a fama tudo vale.
Pisam-se nobres sentimentos, conceitos antes enraízados.
A ambição do poder ultrapassa tudo e todos.
É o estar sem estar. O ser sem ser.
Agir, cansa! Porque não ter tudo feito?
Pensar?! Desperdício inútil, que se ganha?
Falar?! Já há palavras chave, repetidas e repetitivas.
O diálogo é o umbigo de cada um.
O amor, esse, existe verbalmente, mas há muito que se chama desamor.
Mas haja esperança!
Não dizem que é a última a morrer?!...
Pois é! A vida continua.
sábado, setembro 11, 2004
Alerta "IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMOVEIS" IMI
A quem interessar:
ALERTA “IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS”
REPASSE sem parar
(Informação de Interesse Público, só para PORTUGAL)
Relativamente ao IMI (IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS), chama-se a atenção que nas Cadernetas Prediais consta geralmente a área do Prédio na sua totalidade (Superfície Coberta) e o Fisco na sua nova avaliação e segundo SIMULAÇÃO disponível na Internet através do site abaixo, prevê o cálculo do novo Valor Patrimonial do Imóvel, baseado também na área da Prédio.
No caso de prédio urbano em Propriedade horizontal, dividido em fracções se a área não for a correspondente à fracção o contribuinte pagará o IMI sobre a área total do prédio, que é a que normalmente consta nas Cadernetas Prediais, e não sobre a área da fracção que seria correcto.
Exemplo:
Se o prédio tiver por andar 2 fracções, a Caderneta tem averbado a área do andar todo. O imposto a pagar será o dobro do devido, pois a área é a Global, quando deverá ser só a área de cada fracção.
Há que verificar e/ou rectificar a área das fracções, através da Escritura de Constituição
da Propriedade Horizontal junto das Conservatórias respectivas.
http://www.e-financas.gov.pt/de/mainDgci.html
Do lado Direito em NOTÍCIAS
Escolhe NOVIDADES, em seguida clica-se em ZONAMENTO
(Este serviço foi criado para consulta dos seguintes coeficientes de avaliação de prédios urbanos previstos no Código do IMI e aprovados pela Portaria n.º 982/2004, de 4 de Agosto, da Ministra das Finanças)
REPASSE
(Informação obtida no blog //paparocadoce.weblog.com.pt em 9 do corrente)
ALERTA “IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS”
REPASSE sem parar
(Informação de Interesse Público, só para PORTUGAL)
Relativamente ao IMI (IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS), chama-se a atenção que nas Cadernetas Prediais consta geralmente a área do Prédio na sua totalidade (Superfície Coberta) e o Fisco na sua nova avaliação e segundo SIMULAÇÃO disponível na Internet através do site abaixo, prevê o cálculo do novo Valor Patrimonial do Imóvel, baseado também na área da Prédio.
No caso de prédio urbano em Propriedade horizontal, dividido em fracções se a área não for a correspondente à fracção o contribuinte pagará o IMI sobre a área total do prédio, que é a que normalmente consta nas Cadernetas Prediais, e não sobre a área da fracção que seria correcto.
Exemplo:
Se o prédio tiver por andar 2 fracções, a Caderneta tem averbado a área do andar todo. O imposto a pagar será o dobro do devido, pois a área é a Global, quando deverá ser só a área de cada fracção.
Há que verificar e/ou rectificar a área das fracções, através da Escritura de Constituição
da Propriedade Horizontal junto das Conservatórias respectivas.
http://www.e-financas.gov.pt/de/mainDgci.html
Do lado Direito em NOTÍCIAS
Escolhe NOVIDADES, em seguida clica-se em ZONAMENTO
(Este serviço foi criado para consulta dos seguintes coeficientes de avaliação de prédios urbanos previstos no Código do IMI e aprovados pela Portaria n.º 982/2004, de 4 de Agosto, da Ministra das Finanças)
REPASSE
(Informação obtida no blog //paparocadoce.weblog.com.pt em 9 do corrente)
sexta-feira, setembro 10, 2004
Manhã de Março em Sanxenxo
Acordei sobre uma das baías de Sanxenxo.
Que calmaria, que sossego, que paz!
Um mar calmo, sereno, com transparências de azul, onde nem o leve marulhar do desfazer ondulante do vai-vem da água na areia clara, nem o diálogo entre as gaivotas que, atrevidas, por vezes passavam sobre a minha cabeça, perturbava o silêncio que se sentia no ar.
Uma manhã solarenga, soprando um vento fresquinho do Norte.
Tudo era silêncio, levemente perturbado pelo tilintar do bater da corda no mastro, sem bandeira, dos nadadores-salvadores. Ainda não é época balnear!...
E as ilhas e os montes que rodeiam essa baía, com as casas penduradas sobre ela, os rochedos que parecem invadi-la, os barcos à vela que ao longe se vêem navegando, tudo faz parte desse contexto silencioso e instigador de calmaria.
Recostei-me numa cadeira a disfrutar esta maravilha e deliciando-me a pensar em coisa alguma.
Aparências!, porque se pensa sempre em algo, sempre há pensamentos vagos que vêm e vão, sem neles se meditar, sem termos interesse em desenvolvê-los, em aprofundá-los, em tomar decisões...
Bendita sensação de Paz!...
Começam, de onde a onde, a chegar passoas para as suas caminhadas na areia, à beira-mar, outras com os seus cães, outras correndo, brincando, fazendo exercício, enfim, aproveitando o sol da manhã.
Também elas procuram algo...
Algo diferente! ... Imagino eu...
Quem sabe!...
Que calmaria, que sossego, que paz!
Um mar calmo, sereno, com transparências de azul, onde nem o leve marulhar do desfazer ondulante do vai-vem da água na areia clara, nem o diálogo entre as gaivotas que, atrevidas, por vezes passavam sobre a minha cabeça, perturbava o silêncio que se sentia no ar.
Uma manhã solarenga, soprando um vento fresquinho do Norte.
Tudo era silêncio, levemente perturbado pelo tilintar do bater da corda no mastro, sem bandeira, dos nadadores-salvadores. Ainda não é época balnear!...
E as ilhas e os montes que rodeiam essa baía, com as casas penduradas sobre ela, os rochedos que parecem invadi-la, os barcos à vela que ao longe se vêem navegando, tudo faz parte desse contexto silencioso e instigador de calmaria.
Recostei-me numa cadeira a disfrutar esta maravilha e deliciando-me a pensar em coisa alguma.
Aparências!, porque se pensa sempre em algo, sempre há pensamentos vagos que vêm e vão, sem neles se meditar, sem termos interesse em desenvolvê-los, em aprofundá-los, em tomar decisões...
Bendita sensação de Paz!...
Começam, de onde a onde, a chegar passoas para as suas caminhadas na areia, à beira-mar, outras com os seus cães, outras correndo, brincando, fazendo exercício, enfim, aproveitando o sol da manhã.
Também elas procuram algo...
Algo diferente! ... Imagino eu...
Quem sabe!...
quarta-feira, setembro 08, 2004
Caminhos do Amanhã
Obrigada, Heloisa, pelo carinho, amizade e mensagem
que gentilmente me enviou e que tanscrevo a seguir:
CAMINHOS DO AMANHÃ
Que seu caminhar seja cheio de encantos,
para que possa fazer de seus sonhos,
algo real e palpável.
Que seu caminhar seja sem obstáculos,
para que possa seguir confiante,
em busca de seus ideais.
Que seu caminhar seja firme,
na vontade e capacidade de conquistar
o que busca.
E que em seu caminhar e também ,
em todos os momentos de sua vida
possa ter como companheira fiel,
a mais prodigiosa das conquistas.
A sua FELICIDADE !
Que você tenha um dia maravilhoso!!!
E tenha um um belo sorriso em seu rosto durante todo o dia,
para que aqueles que estão ao seu redor também possam sorrir...
Beijos no coraçao...
Caminhos do Amanhã
Agradeço à Heloísa o seu carinho, amizade e a mensagem
que gentilmente me enviou e que transcrevo a seguir:
CAMINHOS DO AMANHÃ
Que seu caminhar seja cheio de encantos,
para que possa fazer de seus sonhos,
algo real e palpável.
Que seu caminhar seja sem obstáculos,
para que possa seguir confiante,
em busca de seus ideais.
Que seu caminhar seja firme,
na vontade e capacidade de conquistar
o que busca.
E que em seu caminhar e também ,
em todos os momentos de sua vida
possa ter como companheira fiel,
a mais prodigiosa das conquistas.
A sua FELICIDADE !
Que você tenha um dia maravilhoso!!!
E tenha um um belo sorriso em seu rosto durante todo o dia,
para que aqueles que estão ao seu redor também possam sorrir...
Beijos no coraçao...
Obrigada, minha amiga!
que gentilmente me enviou e que transcrevo a seguir:
CAMINHOS DO AMANHÃ
Que seu caminhar seja cheio de encantos,
para que possa fazer de seus sonhos,
algo real e palpável.
Que seu caminhar seja sem obstáculos,
para que possa seguir confiante,
em busca de seus ideais.
Que seu caminhar seja firme,
na vontade e capacidade de conquistar
o que busca.
E que em seu caminhar e também ,
em todos os momentos de sua vida
possa ter como companheira fiel,
a mais prodigiosa das conquistas.
A sua FELICIDADE !
Que você tenha um dia maravilhoso!!!
E tenha um um belo sorriso em seu rosto durante todo o dia,
para que aqueles que estão ao seu redor também possam sorrir...
Beijos no coraçao...
Obrigada, minha amiga!
terça-feira, setembro 07, 2004
Vertical
E spectros
S ibilantes
T ransmutam
O utros
U niversos
D efesas
O casionais
E speram o
N ascimento do
T empo e da
E sperança
S ibilantes
T ransmutam
O utros
U niversos
D efesas
O casionais
E speram o
N ascimento do
T empo e da
E sperança
segunda-feira, setembro 06, 2004
Saudades
Saudades da candura dos Tempos
Infância calma, serena, em harmonia
com tudo e todos
Introspectividade, palavra desconhecida,
vivida na sua plenitude dos tenros anos.
Alegria não esfuziante, de sorriso pronto
Curiosa do saber, ouvindo, lendo
Vivência musical de clássicos e poetas
trauteados, declamados por seu pai
De menina a moça, um passo
que de tão pequeno se mesclou no tempo
A grande cidade, desconhecida, ruidosa
O temor da invasão do seu mundo
O refúgio no Templo, nos livros, na música
Auto-defesa do temor de paz invadida
Os sonhos, transporte para mundos irreais
plenos de côr, felicidade, harmonia
na sua interioridade defendidos,muralhados
Saudades de tempos felizes
Saudades da acalmia reinante
Saudades boas que hoje me fazem sorrir.
Infância calma, serena, em harmonia
com tudo e todos
Introspectividade, palavra desconhecida,
vivida na sua plenitude dos tenros anos.
Alegria não esfuziante, de sorriso pronto
Curiosa do saber, ouvindo, lendo
Vivência musical de clássicos e poetas
trauteados, declamados por seu pai
De menina a moça, um passo
que de tão pequeno se mesclou no tempo
A grande cidade, desconhecida, ruidosa
O temor da invasão do seu mundo
O refúgio no Templo, nos livros, na música
Auto-defesa do temor de paz invadida
Os sonhos, transporte para mundos irreais
plenos de côr, felicidade, harmonia
na sua interioridade defendidos,muralhados
Saudades de tempos felizes
Saudades da acalmia reinante
Saudades boas que hoje me fazem sorrir.
domingo, setembro 05, 2004
O Horácio
Como manda a tradição, essa que se vai perdendo aos poucos, hoje seria permitido pregar mentiras a todos, sem qualquer distinção de classe ou raça, tema ou objectivo.
Pois é, meus amigos, não foi o que aconteceu ao Horácio!
O Horácio, com sua plumagem cinza irisada em tons de vermelho e laranja, após tantos anos a viver neste "nosso jardim à beira mar plantado", foi obrigado a ir para o estrangeiro, mal ele sabia que seria para sempre.
Mas lá foi ele, conformado, com a família!
Ele que já tão bem sabia falar o nosso português vernáculo, com o típico sotaque das terras de Braga!
Fez o caminho de Santiago, quem sabe se a cumprir qualquer promessa escondida nas suas penas, qual peregrino, e por lá ficou.
O Horácio sentia-se feliz porque estava com a família, mas, no seu íntimo, maldizia aquele clima chuvoso, húmido e frio a que não estava habituado. Tinha saudades do nosso sol!
Como era muito sociável, arranjou amigos mais coloridos e ruidosos que ele, cuja linguagem não entendia, mas lá se foi habituando aos seus chilreios barulhentos.
E assim se foi passando o tempo, os anos...
Até que um dia, não lhe sendo permitido deslocar-se com a família, foi passar férias a casa dum casal espanhol.
Depressa se habituou, o maroto, àquele ambiente diferente.
Era tratado com todas as mordomias, como se de uma pessoa da casa se tratasse, e por lá ficou, feliz com a sua nova vida.
Hoje é ver o Horácio a falar espanhol, a esvoaçar por toda a casa, sem corrente que o prenda ao poleiro.
Quando o novo dono chega do trabalho e vai ao tasquinho perto de casa beber o seu copito, lá vai o Horácio, pelo seu pé, estrada fora, a seguir o patrão.
A Felicidade por vezes vem ao nosso encontro; o que é preciso é saber agarrá-la.
(texto publicado por mim em 01.04.2004)
Pois é, meus amigos, não foi o que aconteceu ao Horácio!
O Horácio, com sua plumagem cinza irisada em tons de vermelho e laranja, após tantos anos a viver neste "nosso jardim à beira mar plantado", foi obrigado a ir para o estrangeiro, mal ele sabia que seria para sempre.
Mas lá foi ele, conformado, com a família!
Ele que já tão bem sabia falar o nosso português vernáculo, com o típico sotaque das terras de Braga!
Fez o caminho de Santiago, quem sabe se a cumprir qualquer promessa escondida nas suas penas, qual peregrino, e por lá ficou.
O Horácio sentia-se feliz porque estava com a família, mas, no seu íntimo, maldizia aquele clima chuvoso, húmido e frio a que não estava habituado. Tinha saudades do nosso sol!
Como era muito sociável, arranjou amigos mais coloridos e ruidosos que ele, cuja linguagem não entendia, mas lá se foi habituando aos seus chilreios barulhentos.
E assim se foi passando o tempo, os anos...
Até que um dia, não lhe sendo permitido deslocar-se com a família, foi passar férias a casa dum casal espanhol.
Depressa se habituou, o maroto, àquele ambiente diferente.
Era tratado com todas as mordomias, como se de uma pessoa da casa se tratasse, e por lá ficou, feliz com a sua nova vida.
Hoje é ver o Horácio a falar espanhol, a esvoaçar por toda a casa, sem corrente que o prenda ao poleiro.
Quando o novo dono chega do trabalho e vai ao tasquinho perto de casa beber o seu copito, lá vai o Horácio, pelo seu pé, estrada fora, a seguir o patrão.
A Felicidade por vezes vem ao nosso encontro; o que é preciso é saber agarrá-la.
(texto publicado por mim em 01.04.2004)
sábado, setembro 04, 2004
Sou...
Sou água cristalina que jorra da nascente do rio
Sou flor que desponta e beija os primeiros raios de sol
Sou sol que aquece e ilumina no alto dos céus
Sou vento que refresca e murmura histórias antigas
Sou rocha que aguenta as tormentas do mar
e onde as gaivotas poisam
Sou areia fina que desliza entre os dedos duma criança
Sou criança que brinca feliz na inocência dos puros
Sou árvore frondosa em cuja sombra acolhedora descansam os poetas
Sou livro sábio onde olhos se espraiam e sonham
Sou fogo ardente que aquece as almas em noites invernosas
Sou côr com que pintas os mais belos quadros da vida
Sou rubi, esmeralda, safira, ametista, diamante
Sou espelho que te reflecte a figura imaginada
Sou barco, navio, veleiro em que atravessas oceanos e mares
Sou estrela refulgente que brilha na noite, te indica o norte
Sou prado verdejante, colina amena, pico de montanha
Sou crisálida que virou borboleta dançando na aragem
Sou música que amacia, que adoça teus ouvidos, tua mente
Sou capela, igreja, santuário, templo
Sou prece, oração, caminhante, peregrino
Sou sorriso sereno, que traz calma, incute luz
Sou Tudo... Sou Nada...
Sou o EU.
Sou flor que desponta e beija os primeiros raios de sol
Sou sol que aquece e ilumina no alto dos céus
Sou vento que refresca e murmura histórias antigas
Sou rocha que aguenta as tormentas do mar
e onde as gaivotas poisam
Sou areia fina que desliza entre os dedos duma criança
Sou criança que brinca feliz na inocência dos puros
Sou árvore frondosa em cuja sombra acolhedora descansam os poetas
Sou livro sábio onde olhos se espraiam e sonham
Sou fogo ardente que aquece as almas em noites invernosas
Sou côr com que pintas os mais belos quadros da vida
Sou rubi, esmeralda, safira, ametista, diamante
Sou espelho que te reflecte a figura imaginada
Sou barco, navio, veleiro em que atravessas oceanos e mares
Sou estrela refulgente que brilha na noite, te indica o norte
Sou prado verdejante, colina amena, pico de montanha
Sou crisálida que virou borboleta dançando na aragem
Sou música que amacia, que adoça teus ouvidos, tua mente
Sou capela, igreja, santuário, templo
Sou prece, oração, caminhante, peregrino
Sou sorriso sereno, que traz calma, incute luz
Sou Tudo... Sou Nada...
Sou o EU.
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