Há uma canção que passa
por mim na brisa silente
e que me enlaça
ternamente
É um canto um abrigo doce
que percorro e discorro
Uma luz terna, amena
perene
que abraço
Uma ternura presente
que se sente e pressente
em cada passo
É um laço colorido
um abrigo
se em águas esbatido
ultrapasso
E sorrio com doçura
à luz que me perdura
que louvo agradeço
e não esqueço
a infinita ternura.
quarta-feira, junho 01, 2005
terça-feira, maio 31, 2005
Nocturno
Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo, a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era, no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
(poema de DAVID MOURÂO FERREIRA)
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo, a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era, no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
(poema de DAVID MOURÂO FERREIRA)
sábado, maio 28, 2005
Vazio
Papel branco pintado m’espreita
Brisa em tempestade de vento
E escuta com minúcia
Todo e qualquer movimento.
Na aurora em mim se deleita
À minha frente por mim
Lápis de plumas verdes se move
Fino e delicado
Entre os dedos impacientes
Aguardando quase implorando
Uma letra um simples traço.
Sem asas não posso não faço
Um cigarro mordendo o fumo calado
Um triângulo um quadrado
Me olhando em contemplação
Um café negro de frio
E deslizo no vazio
Da inspiração
Brisa em tempestade de vento
E escuta com minúcia
Todo e qualquer movimento.
Na aurora em mim se deleita
À minha frente por mim
Lápis de plumas verdes se move
Fino e delicado
Entre os dedos impacientes
Aguardando quase implorando
Uma letra um simples traço.
Sem asas não posso não faço
Um cigarro mordendo o fumo calado
Um triângulo um quadrado
Me olhando em contemplação
Um café negro de frio
E deslizo no vazio
Da inspiração
quarta-feira, maio 25, 2005
Palavra
A palavra é uma espada ardente
Que corta, estilhaça, mata.
Em letras incandescentes
Queima olhos, incendeia mentes
Quando leve, incauta, passa.
A palavra é uma sinfonia surda
Em rios de letras correndo
Que tudo altera, troca e muda.
São braços cegos numa jangada,
Que não atinam nem apagam
A incandescência da brasa.
A palavra é um ir suave do vento,
Um voltar cantante correndo,
Horas de fio a pavio sem tempo,
Iluminuras, cristais, vitrais,
Percursos de rios serenos
Nos beirais
Das mentes dizendo:
Pára, escuta, não há mais!...
Mas Palavra é… Encantamento…
Que corta, estilhaça, mata.
Em letras incandescentes
Queima olhos, incendeia mentes
Quando leve, incauta, passa.
A palavra é uma sinfonia surda
Em rios de letras correndo
Que tudo altera, troca e muda.
São braços cegos numa jangada,
Que não atinam nem apagam
A incandescência da brasa.
A palavra é um ir suave do vento,
Um voltar cantante correndo,
Horas de fio a pavio sem tempo,
Iluminuras, cristais, vitrais,
Percursos de rios serenos
Nos beirais
Das mentes dizendo:
Pára, escuta, não há mais!...
Mas Palavra é… Encantamento…
terça-feira, maio 24, 2005
in Poeta Militante III
De súbito, desceu um bando de aves vermelhas,
Caídas da lua que todas as noites alguém assassina,
E poisou nos troncos das árvores
Com agudeza de lança masculina.
E todos vimos
Que com os seus bicos de tecer fogueiras
As aves cortavam as asas acesas
No sangue dos astros,
Para as deixarem
Livres e presas
Nos mastros…
Bandeiras.
(Poema de JOSÉ GOMES FERREIRA)
Caídas da lua que todas as noites alguém assassina,
E poisou nos troncos das árvores
Com agudeza de lança masculina.
E todos vimos
Que com os seus bicos de tecer fogueiras
As aves cortavam as asas acesas
No sangue dos astros,
Para as deixarem
Livres e presas
Nos mastros…
Bandeiras.
(Poema de JOSÉ GOMES FERREIRA)
segunda-feira, maio 23, 2005
Primavera no Wisconsin
Na limpidez tranquila da manhã diáfana
em que as despidas árvores imóveis
são como nervos ou expectantes veias
no corpo transparente do azulado ar,
as águas quietas, mas não tanto que
nelas se espelhe mais que a concentrada cor
do ar tranquilo, nem tão menos que
pareçam gelo perto as águas mais distantes,
pousam na margem delicadamente
como na mesma terra infusas se dispersam
dos ramos e dos troncos sombras confundidas.
A terra se amarela de ante-verde
e, sêca, espera, entre a neve que foi
e o ténue estremecer da seiva que desperta.
(Poema de JORGE DE SENA)
em que as despidas árvores imóveis
são como nervos ou expectantes veias
no corpo transparente do azulado ar,
as águas quietas, mas não tanto que
nelas se espelhe mais que a concentrada cor
do ar tranquilo, nem tão menos que
pareçam gelo perto as águas mais distantes,
pousam na margem delicadamente
como na mesma terra infusas se dispersam
dos ramos e dos troncos sombras confundidas.
A terra se amarela de ante-verde
e, sêca, espera, entre a neve que foi
e o ténue estremecer da seiva que desperta.
(Poema de JORGE DE SENA)
domingo, maio 22, 2005
As Casas Vieram de Noite
As casas vieram de noite
De manhã são casas
À noite estendem os braços para o alto
fumegam vão partir
Fecham os olhos
percorrem grandes distâncias
como nuvens ou navios
As casas fluem de noite
sob a maré dos rios
São altamente mais dóceis
que as crianças
Dentro do estuque se fecham
pensativas
Tentam falar bem claro
no silêncio
com sua voz de telhas inclinadas
(Poema de LUIZA NETO JORGE)
De manhã são casas
À noite estendem os braços para o alto
fumegam vão partir
Fecham os olhos
percorrem grandes distâncias
como nuvens ou navios
As casas fluem de noite
sob a maré dos rios
São altamente mais dóceis
que as crianças
Dentro do estuque se fecham
pensativas
Tentam falar bem claro
no silêncio
com sua voz de telhas inclinadas
(Poema de LUIZA NETO JORGE)
sábado, maio 21, 2005
O Tempo da Lua
O tempo da lua é o tempo do labirinto
De tudo o que sei e sinto,
Espaço estreito e apertado
Entre a imensidão de um outro espaço
compassado.
O tempo da lua é o tempo da terra,
da água,
da roda e do ventre
um tempo repetido, persistente
um tempo gota-a-gota
grão-a-grão,
tempo-fio tecido em trama
e ilusão.
O tempo da lua é o tempo da loba
Do uivo e do medo, da presa e da toca
Luz branca coada num imenso céu
Desenhando letras sobre um fundo breu.
(Poema de MARIA TERESA MEIRELES)
De tudo o que sei e sinto,
Espaço estreito e apertado
Entre a imensidão de um outro espaço
compassado.
O tempo da lua é o tempo da terra,
da água,
da roda e do ventre
um tempo repetido, persistente
um tempo gota-a-gota
grão-a-grão,
tempo-fio tecido em trama
e ilusão.
O tempo da lua é o tempo da loba
Do uivo e do medo, da presa e da toca
Luz branca coada num imenso céu
Desenhando letras sobre um fundo breu.
(Poema de MARIA TERESA MEIRELES)
quinta-feira, maio 19, 2005
Silêncio das Horas
Um silêncio que invade
Silêncio intenso profundo
Mais denso que mundos do Mundo
Procurando com ansiedade um grito
De vento de liberdade
Medos plantados fundo
São horas de horas eternas
Correndo lentas e apenas
Em breves minutos passam
Sufoco de gritos no peito
Pensares sentires desejo
Dores de morte abraçam
Um rio de pérolas fluente
Um mar negro de gente
Sombras véus e de mantos
Voando na hora silente
Abandono cru de encantos
Tempo de silêncios brancos
Horas paradas de ternura
Abrigo da chave na mão
Brilhando amor sedução
É a voz que ao longe murmura
Silêncio de horas amargura
Desilusões que o não são
Silêncio intenso profundo
Mais denso que mundos do Mundo
Procurando com ansiedade um grito
De vento de liberdade
Medos plantados fundo
São horas de horas eternas
Correndo lentas e apenas
Em breves minutos passam
Sufoco de gritos no peito
Pensares sentires desejo
Dores de morte abraçam
Um rio de pérolas fluente
Um mar negro de gente
Sombras véus e de mantos
Voando na hora silente
Abandono cru de encantos
Tempo de silêncios brancos
Horas paradas de ternura
Abrigo da chave na mão
Brilhando amor sedução
É a voz que ao longe murmura
Silêncio de horas amargura
Desilusões que o não são
terça-feira, maio 17, 2005
Ímpeto solar
Bebo-te em palavras rubras
Desejo de morango em gelatina
E estremeço e me deixo
Saborear qual loba faminta
Bebo-te em letras escaldantes
Fulgor de banana-pão e de jaca
Na fritura no ardor
Que me queima torra e assa
Bebo-te em tons de risos
Anseio de framboesa em mel
Dobro desdobro me enleio
Com doçuras e sibilos
Bebo-te num ímpeto solar
Te degusto em tinto vinho
E te uso e te abuso
Entre a ementa e o manjar
Desejo de morango em gelatina
E estremeço e me deixo
Saborear qual loba faminta
Bebo-te em letras escaldantes
Fulgor de banana-pão e de jaca
Na fritura no ardor
Que me queima torra e assa
Bebo-te em tons de risos
Anseio de framboesa em mel
Dobro desdobro me enleio
Com doçuras e sibilos
Bebo-te num ímpeto solar
Te degusto em tinto vinho
E te uso e te abuso
Entre a ementa e o manjar
sábado, maio 14, 2005
Quem diria!...
Rosa em pétalas sentada
Esta noite adormeci
Me quedei silenciada
Na espuma alvoroçada
Do mar que em ti vi
Célere voou o pensamento
Enleio dum abraço sentido
Protecção um doce abrigo
Palavras sorrindo ternura
Nos instantes no momento
Pleno vivências candura
Foram horas foi um dia
Enlaçados num segundo
Laço que não deslaço
Deslize terno pr’o mundo
Teu Sorriso feito abraço
Quem diria!...
Esta noite adormeci
Me quedei silenciada
Na espuma alvoroçada
Do mar que em ti vi
Célere voou o pensamento
Enleio dum abraço sentido
Protecção um doce abrigo
Palavras sorrindo ternura
Nos instantes no momento
Pleno vivências candura
Foram horas foi um dia
Enlaçados num segundo
Laço que não deslaço
Deslize terno pr’o mundo
Teu Sorriso feito abraço
Quem diria!...
terça-feira, maio 10, 2005
sonho-canção
Pudesse dizer meu amor
Meu carinho pão-de-mel
Ternura querido fulgor
Doçura azul meu farol
Dançando sorrir cantar
Toadas ternas m’embalar
No aconchego da luz e paz
Pudesse eu t’ofertar
As cores do arco-íris
Alvas imaculadas
Puras
Verdes rubras
Laranja cobalto em matiz
D’ouro e prata pinceladas
Em marfim
O cosmos refulgente ser
Estrelas sóis luas um astro
Lonjuras eternas correr
Para te oferecer um afago
Ser águia lince serpente
Sáurio peixe golfinho
Átomo molécula insecto
Só somente
Parte de ti num carinho
Pudesse ser o mar a natureza
Estável serenidade luz brilhante
Mas sou rocha que não quebra
Sou traço linha que não verga
Coração forte que não bate
Que omite olvidando apaga
A vida tudo se pudesse…
(alterações a um poema de Set. 2004)
Meu carinho pão-de-mel
Ternura querido fulgor
Doçura azul meu farol
Dançando sorrir cantar
Toadas ternas m’embalar
No aconchego da luz e paz
Pudesse eu t’ofertar
As cores do arco-íris
Alvas imaculadas
Puras
Verdes rubras
Laranja cobalto em matiz
D’ouro e prata pinceladas
Em marfim
O cosmos refulgente ser
Estrelas sóis luas um astro
Lonjuras eternas correr
Para te oferecer um afago
Ser águia lince serpente
Sáurio peixe golfinho
Átomo molécula insecto
Só somente
Parte de ti num carinho
Pudesse ser o mar a natureza
Estável serenidade luz brilhante
Mas sou rocha que não quebra
Sou traço linha que não verga
Coração forte que não bate
Que omite olvidando apaga
A vida tudo se pudesse…
(alterações a um poema de Set. 2004)
quarta-feira, maio 04, 2005
Poema verde
Se fosse o poema verde
O verde do teu espanto
Me vestiria d’encanto
E te daria… te daria
Uma branca pradaria
Numa asa azul fulgente
Se fosse o poema verde
O verde dos desejos teus
Rubro véu me cobriria
E voaria… voaria
Em ramos de sóis nos seus
Laços de brilho ardente
Se fosse o poema verde
O verde que esperas tanto
A Aurora o entardecer teu
Seria… oh se seria
O beijo a pele o manto
A doce essência
O fruto em flor meu
O verde do teu espanto
Me vestiria d’encanto
E te daria… te daria
Uma branca pradaria
Numa asa azul fulgente
Se fosse o poema verde
O verde dos desejos teus
Rubro véu me cobriria
E voaria… voaria
Em ramos de sóis nos seus
Laços de brilho ardente
Se fosse o poema verde
O verde que esperas tanto
A Aurora o entardecer teu
Seria… oh se seria
O beijo a pele o manto
A doce essência
O fruto em flor meu
sexta-feira, abril 29, 2005
Grinaldas
Grinaldas são
Chocolates doces
Que se abrem no caminho
Ternura de amores
Trilho em amplidão
Que se desdobra sozinho
Coroas de flores belas
Maviosas singelas
Seda veludo tecidas
Aves plumas esbatidas
Na solidão e contudo
É um enlace desnudo
São pétalas de rosas
Etéreos voares
Essências deleitosas
O silêncio cantante
Luz a cada instante
Formas d’amares
É alegria é saudade
Amor puro a verdade
Plenitude de dar
Voando pela palavra
Da ternura adorada
É partir e voltar
Chocolates doces
Que se abrem no caminho
Ternura de amores
Trilho em amplidão
Que se desdobra sozinho
Coroas de flores belas
Maviosas singelas
Seda veludo tecidas
Aves plumas esbatidas
Na solidão e contudo
É um enlace desnudo
São pétalas de rosas
Etéreos voares
Essências deleitosas
O silêncio cantante
Luz a cada instante
Formas d’amares
É alegria é saudade
Amor puro a verdade
Plenitude de dar
Voando pela palavra
Da ternura adorada
É partir e voltar
quarta-feira, abril 27, 2005
Poema desconexo
Vagueio num mar de letras
Poema sem ligação
Horas batidas no tempo
Que mais não são
Um denso momento
Rosa-dos-ventos girando sem vento
Vejo movimentos atados
Laços de escuridão
O negro encanecendo
Sinfonia sem mãos
Poesia estremecendo
Nuvens toando cavalos alados
É um poema desconexo
Na selva das folhas
Tombadas incerto
Ténue sopro d’areia
No sal do deserto
Poesia de pólos amorfos sem meias
Poema sem ligação
Horas batidas no tempo
Que mais não são
Um denso momento
Rosa-dos-ventos girando sem vento
Vejo movimentos atados
Laços de escuridão
O negro encanecendo
Sinfonia sem mãos
Poesia estremecendo
Nuvens toando cavalos alados
É um poema desconexo
Na selva das folhas
Tombadas incerto
Ténue sopro d’areia
No sal do deserto
Poesia de pólos amorfos sem meias
terça-feira, abril 26, 2005
Verde sol
Dizem que o sol é brilhante
Quando canta a tua canção
Ondulante
Dizem que as searas se transformam
Em mares d’oiro alquímico ao luar
Nas tuas mãos
Dizem que o peregrino estrelar
Ave sedenta de sons coloridos
Deslizantes
Te seguem
Percorrem
Se vestem
Desnudam
Transmutam
Atentos cantam
O canto
Que
Queres
Dizem… verde sol somente
Quando canta a tua canção
Ondulante
Dizem que as searas se transformam
Em mares d’oiro alquímico ao luar
Nas tuas mãos
Dizem que o peregrino estrelar
Ave sedenta de sons coloridos
Deslizantes
Te seguem
Percorrem
Se vestem
Desnudam
Transmutam
Atentos cantam
O canto
Que
Queres
Dizem… verde sol somente
terça-feira, abril 19, 2005
Fios de Letras
Entre as verdes letras tento
Insegura uns passos dar
Vendo sentindo sabendo
Das letras o seu dançar
Com meiguice se desdobram
E se dobram
Lançando flores em laços
E cantam encanto de mim
Suavidade sem fim
Transformadas em abraços
Ténues fios em suspensão
Translúcidos transparentes
E deslizo
Bailando em letras pendentes
São momentos em que não
Existe abrigo
No silêncio me quedo assim
Em ternura
Na candura
Serenidade de mim
E me sento
O canto das letras contemplo
Em doces pétalas enlaçada
A porta entreaberta olho
E escolho
A simplicidade encontrada
Das cores puras delicadas
Os fios de letras abandono
Sem mágoa sem dolo
E sigo abrindo
Flores por poetas cantadas
Num azul sonho
Sorrindo
Insegura uns passos dar
Vendo sentindo sabendo
Das letras o seu dançar
Com meiguice se desdobram
E se dobram
Lançando flores em laços
E cantam encanto de mim
Suavidade sem fim
Transformadas em abraços
Ténues fios em suspensão
Translúcidos transparentes
E deslizo
Bailando em letras pendentes
São momentos em que não
Existe abrigo
No silêncio me quedo assim
Em ternura
Na candura
Serenidade de mim
E me sento
O canto das letras contemplo
Em doces pétalas enlaçada
A porta entreaberta olho
E escolho
A simplicidade encontrada
Das cores puras delicadas
Os fios de letras abandono
Sem mágoa sem dolo
E sigo abrindo
Flores por poetas cantadas
Num azul sonho
Sorrindo
domingo, abril 17, 2005
CORRENTE DE LITERATURA
Tendo sido apanhada nesta corrente literária, agradeço
as amáveis palavras que me dedicaram os blogs:
www.outravoz.blogspot.com
www.conversasdexaxa3.blogs.sapo.pt
Assim passo a responder às perguntas:
P: Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro
gostarias de ser?
R: Todos e nenhum. Todo o tipo de literatura me encanta
P: Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem
de ficção?
R: Vivo qualquer tipo de livro. Apanhadinha, não.
P: Qual foi o último livro que compraste?
R: “Memória das minhas putas tristes” de Gabriel Garcia
Marquez
P: Qual o último livro que leste?
R: “Os amores de Safo” de Erica Jong e
“The Kitchen God’s Wife” de Amy Tan
“O mistério do jogo das paciências” de Jostein Gaarder
P: Que livros estás a ler?
R: “A obscena senhora D” de Hilda Hilst
“Encontro com o Mestre” de Mestre DeRose
“Ilusões” de Richard Bach
Diversos livros de poesia
P: Que livros (5) levarias para uma ilha?
R: “Ulisses” de James Joyce
“O sentimento de si” de António Damásio
“A Selva” de Ferreira de Castro
“O Império” de Gore Vidal
“O sangue de Cristo e o Santo Graal” de Michael Baigent,
Richard Leigh e Henry Lincoln (para reler)
P: A quem vais passar esta cadeia (3) e porquê?
R: Ao Fernando B. do blog: www.lusomerlin.blogspot.com
Ao José Gomes do blog: www.movimentum.blogs.sapo.pt
Ao Bené do blog: www.oapanhadordesonhos.blogspot.com
Motivos especiais não tenho, a não ser que são bons e queridos
amigos que espero aceitem o desafio.
A todos(as) os outros(as) Amigos(as) que muito prezo e admiro
um cantinho muito especial está guardado em mim.
as amáveis palavras que me dedicaram os blogs:
www.outravoz.blogspot.com
www.conversasdexaxa3.blogs.sapo.pt
Assim passo a responder às perguntas:
P: Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro
gostarias de ser?
R: Todos e nenhum. Todo o tipo de literatura me encanta
P: Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem
de ficção?
R: Vivo qualquer tipo de livro. Apanhadinha, não.
P: Qual foi o último livro que compraste?
R: “Memória das minhas putas tristes” de Gabriel Garcia
Marquez
P: Qual o último livro que leste?
R: “Os amores de Safo” de Erica Jong e
“The Kitchen God’s Wife” de Amy Tan
“O mistério do jogo das paciências” de Jostein Gaarder
P: Que livros estás a ler?
R: “A obscena senhora D” de Hilda Hilst
“Encontro com o Mestre” de Mestre DeRose
“Ilusões” de Richard Bach
Diversos livros de poesia
P: Que livros (5) levarias para uma ilha?
R: “Ulisses” de James Joyce
“O sentimento de si” de António Damásio
“A Selva” de Ferreira de Castro
“O Império” de Gore Vidal
“O sangue de Cristo e o Santo Graal” de Michael Baigent,
Richard Leigh e Henry Lincoln (para reler)
P: A quem vais passar esta cadeia (3) e porquê?
R: Ao Fernando B. do blog: www.lusomerlin.blogspot.com
Ao José Gomes do blog: www.movimentum.blogs.sapo.pt
Ao Bené do blog: www.oapanhadordesonhos.blogspot.com
Motivos especiais não tenho, a não ser que são bons e queridos
amigos que espero aceitem o desafio.
A todos(as) os outros(as) Amigos(as) que muito prezo e admiro
um cantinho muito especial está guardado em mim.
sexta-feira, abril 15, 2005
Anatomia
São olhos, são mirantes
misteriosos, indagantes
os passos que aqui passam
São braços longos, envolventes
tentáculos nus, inconscientes
os olhos que me enlaçam
São mãos finas, delicadas
afagantes, espantadas
os braços que caem pendentes
São pés que correm sinuosos
ziguezagueantes, tortuosos
as mãos tacteantes, frementes
São corpos, peles, amantes
de outros que por instantes
os pés levam em correria
São eternas mentes
que leve desmentes
É Anatomia!
misteriosos, indagantes
os passos que aqui passam
São braços longos, envolventes
tentáculos nus, inconscientes
os olhos que me enlaçam
São mãos finas, delicadas
afagantes, espantadas
os braços que caem pendentes
São pés que correm sinuosos
ziguezagueantes, tortuosos
as mãos tacteantes, frementes
São corpos, peles, amantes
de outros que por instantes
os pés levam em correria
São eternas mentes
que leve desmentes
É Anatomia!
domingo, abril 10, 2005
São Olhos...
Teus olhos, amor, teus olhos
Na noite fria, na densa escuridão
Têm a dureza do aço mais não são
Que pedras negras, opacas, então
Teus olhos, amor, teus olhos
Pelo entardecer quando o sol se deita
São terra castanha, a areia que enfeita
Paisagem dormente em que se deleita
Teus olhos, amor, teus olhos
Na claridade fogosa intensa do dia
Ardem verdes matizes da pradaria
São ventos sibilantes em correria
Teus olhos, amor, teus olhos
Na tímida luz da aurora despontando
É barco à deriva de azul mar tentando
Inalar laços pontes no sufoco do canto
Os olhos, amor, os olhos
Que passam nos tempos serenos
Cândidos ternos alegres amenos
Condoídos piedosos são eternos
Na noite fria, na densa escuridão
Têm a dureza do aço mais não são
Que pedras negras, opacas, então
Teus olhos, amor, teus olhos
Pelo entardecer quando o sol se deita
São terra castanha, a areia que enfeita
Paisagem dormente em que se deleita
Teus olhos, amor, teus olhos
Na claridade fogosa intensa do dia
Ardem verdes matizes da pradaria
São ventos sibilantes em correria
Teus olhos, amor, teus olhos
Na tímida luz da aurora despontando
É barco à deriva de azul mar tentando
Inalar laços pontes no sufoco do canto
Os olhos, amor, os olhos
Que passam nos tempos serenos
Cândidos ternos alegres amenos
Condoídos piedosos são eternos
Subscrever:
Mensagens (Atom)