Meus Amigos... O baile continua
Olá Meus Amigos
Peço-vos muitas desculpas pela minha ausência, mas não
estão esquecidos, amigos.
Tenho andado com problemas nas ligações à net e ao msn,
pelo que tvos peço que temporariamente não me enviem mais
mails, especialmente pesados, porque tenho imensa dificuldade
em abrir o MSN e a Net.
Nem entrar nos blogs tenho conseguido, apesar das inúmeras reclamações
com que tenho enchido a ADSL.
A resposta que me dão é que a chamada ficou retida no servidor (acreditam????)
Se assim for é muito grave.
Creio que estão e brincar comigo, pois para conseguir entrar nos mails ou
abrir a net (que aparentemente está sempre on-line), tenho de continuamente
fazer o restart, e mesmo assim por um curto espaço de tempo.
Espero a vossa compreensão pois são situações que me ultrapassam.
Bjokas grandes e desculpem a ausência involuntária
Amita ( Fátima)
quarta-feira, agosto 03, 2005
domingo, julho 31, 2005
Fado ou Sina
Será fado? Será sina?
Talvez alguma mezinha
colocada no café.
Uma reza de santo
sentada ou de pé.
Quem sabe um mero encanto
feito por encomenda
que a publicidade tenta
muita gente, incauta e lerda,
em caminhos do acaso.
Outros, mui bem pensados
em escrita medicados...
Tudo, mas tudo por bem.
O fado dolente, cantado
na voz que saber se sabia,
é aquilo - quem diria? -
que se usa e não se tem.
Ora a outra, a dita sina
seja longa, curta, fina,
até de certa espessura,
que se sabe e não se vê,
ou se tem e não se usa.
E é neste encantamento
que o fado e a sina aliados
fazem traços já traçados
em rotas d’esquecimento
apagando o que se lê.
Poema in "Transparência de Ser"
Talvez alguma mezinha
colocada no café.
Uma reza de santo
sentada ou de pé.
Quem sabe um mero encanto
feito por encomenda
que a publicidade tenta
muita gente, incauta e lerda,
em caminhos do acaso.
Outros, mui bem pensados
em escrita medicados...
Tudo, mas tudo por bem.
O fado dolente, cantado
na voz que saber se sabia,
é aquilo - quem diria? -
que se usa e não se tem.
Ora a outra, a dita sina
seja longa, curta, fina,
até de certa espessura,
que se sabe e não se vê,
ou se tem e não se usa.
E é neste encantamento
que o fado e a sina aliados
fazem traços já traçados
em rotas d’esquecimento
apagando o que se lê.
Poema in "Transparência de Ser"
sexta-feira, julho 29, 2005
Tons de Tango
Ao som de um tango te bebo
Te enrolo no segredo
De um abraço
Não deslaço e estremeço
Colada em teu corpo vagueio
Em rubros frémitos. Entonteço
Por ti deslizo
Contorciono e revolteio
Nos balanços de dança te sigo
A flor que meus seios domina
Desfaz os longos cabelos
E caminha colorida
Sabor em gotas de água salgada
Formas de fogo espiraladas
Que sorvo partindo medos
São tons de tango que bebo
Te enrolo no segredo
De um abraço
Não deslaço e estremeço
Colada em teu corpo vagueio
Em rubros frémitos. Entonteço
Por ti deslizo
Contorciono e revolteio
Nos balanços de dança te sigo
A flor que meus seios domina
Desfaz os longos cabelos
E caminha colorida
Sabor em gotas de água salgada
Formas de fogo espiraladas
Que sorvo partindo medos
São tons de tango que bebo
segunda-feira, julho 25, 2005
Entretanto...
Não existo entre a gente que passa
Sou a solidão da palavra
Ausente… em nada
Não percorro me quedo silente
No tempo que passar não passa
Em horas delineadas
Não sou traço sou um ponto
Que vagueia pelo espaço
De tão rodar na palavra
Fico tonta espiralada
Nada sou nada condiz
Nestes tempos avançados
M’espanto com quem me diz
Que o luar existe iluminado
Que o mar ondeia seu canto
Que o sol dá luz e quebranto
E entretanto
Me meto na concha fechada
Sou a solidão da palavra
Ausente… em nada
Não percorro me quedo silente
No tempo que passar não passa
Em horas delineadas
Não sou traço sou um ponto
Que vagueia pelo espaço
De tão rodar na palavra
Fico tonta espiralada
Nada sou nada condiz
Nestes tempos avançados
M’espanto com quem me diz
Que o luar existe iluminado
Que o mar ondeia seu canto
Que o sol dá luz e quebranto
E entretanto
Me meto na concha fechada
sábado, julho 23, 2005
Em Noites Enluaradas
Em todas as noites enluaradas
Deste Verão escaldante
Passaram fogos espadas
Pelo meu corpo em marcas
De sóis desdizentes
Jamais penseis
Que se de cegueira me vesti
E me adornei
Foi porque de ilusões vivi
Contente
Estrelas mares desertos
Orvalhos brilhos e barcos
É tudo o que está certo
No percurso d’ estilhaços
Da vida
Dentro de nós sentida
Meu lema é paz alegria
Amenidade entre a gente
Lutando serenamente
O sorriso doce expandia
Cerrando a tempestade
Que planando nas árvores
Cinzas previa
Entre fogos espadas
De noites enluaradas
Deste Verão escaldante
Passaram fogos espadas
Pelo meu corpo em marcas
De sóis desdizentes
Jamais penseis
Que se de cegueira me vesti
E me adornei
Foi porque de ilusões vivi
Contente
Estrelas mares desertos
Orvalhos brilhos e barcos
É tudo o que está certo
No percurso d’ estilhaços
Da vida
Dentro de nós sentida
Meu lema é paz alegria
Amenidade entre a gente
Lutando serenamente
O sorriso doce expandia
Cerrando a tempestade
Que planando nas árvores
Cinzas previa
Entre fogos espadas
De noites enluaradas
sexta-feira, julho 22, 2005
Amigos
Nestes últimos 3 dias a ADSL tem cortado a minha ligação
à net (erro 678).
Gentilmente deixam-me ficar on line em espaços de 3 minutos,
por vezes, o que me impossibilita agradecer e visitar-vos.
A última informação que me deram foi que possivelmente
teria de chamar a PT para resolver este problema.
Aproveito para agradecer a todos o carinho que me têm dispensado.
Um bom fim-de-semana a todos.
Até breve, espero!
à net (erro 678).
Gentilmente deixam-me ficar on line em espaços de 3 minutos,
por vezes, o que me impossibilita agradecer e visitar-vos.
A última informação que me deram foi que possivelmente
teria de chamar a PT para resolver este problema.
Aproveito para agradecer a todos o carinho que me têm dispensado.
Um bom fim-de-semana a todos.
Até breve, espero!
segunda-feira, julho 18, 2005
Por vezes o Poema
Por vezes passa o poema vergado de horas
Um mundo passado exausto de estrelas
Seus ramos caídos em cinza folhas
Desliza um Inverno de seiva mui lenta
De timidez arrojada corre também sua voz
Num leito verde em chão de água,
Comportas, se abertas são fechadas,
Não vá o caminhante barco chegar à foz
Às vezes o poema é mordaz ou pensativo
Na fluência da palavra imaginada
Brotando fluorescências em escada
De música suave, agitada por quem ouvido
Se o poema é nu um doce sorriso espraia
Em mil flores, brilhos, amores serenos,
Mãos, olhos doces qu’enlaçando s'espalham
No pêndulo dos braços, em tempo ameno
Em azul se sabe,
Por vezes…
Poema in "Transparência de Ser"
Um mundo passado exausto de estrelas
Seus ramos caídos em cinza folhas
Desliza um Inverno de seiva mui lenta
De timidez arrojada corre também sua voz
Num leito verde em chão de água,
Comportas, se abertas são fechadas,
Não vá o caminhante barco chegar à foz
Às vezes o poema é mordaz ou pensativo
Na fluência da palavra imaginada
Brotando fluorescências em escada
De música suave, agitada por quem ouvido
Se o poema é nu um doce sorriso espraia
Em mil flores, brilhos, amores serenos,
Mãos, olhos doces qu’enlaçando s'espalham
No pêndulo dos braços, em tempo ameno
Em azul se sabe,
Por vezes…
Poema in "Transparência de Ser"
sábado, julho 16, 2005
Uma pequena luz
Há uma luz num rochedo esbatido
Que continua a brilhar
Soltando muito a medo
Frágeis raios para o mar
Que a rodeia
Lhe enleia
Sentidos
Um barco d’água à deriva levando
Etéreas nuvens de carinho
Espalhando pétalas de rosa
Melodiosas
O barco trilhos abrindo
Sozinho…
Uma montanha de fogo havia
No mar das flores explodia
Era tão cinza e escura
Que o verde que a cobria
Desfez-se na noite dura
A pequena luz tremeluzente
Que na rocha está sentada
Abraça nuvens o barco d’água
A montanha cinza ardente
E mui doce serenamente
Sorri p’ràs estrelas orvalhada
E murmurando diz: É p’rà frente
O caminho que sentes…
Que continua a brilhar
Soltando muito a medo
Frágeis raios para o mar
Que a rodeia
Lhe enleia
Sentidos
Um barco d’água à deriva levando
Etéreas nuvens de carinho
Espalhando pétalas de rosa
Melodiosas
O barco trilhos abrindo
Sozinho…
Uma montanha de fogo havia
No mar das flores explodia
Era tão cinza e escura
Que o verde que a cobria
Desfez-se na noite dura
A pequena luz tremeluzente
Que na rocha está sentada
Abraça nuvens o barco d’água
A montanha cinza ardente
E mui doce serenamente
Sorri p’ràs estrelas orvalhada
E murmurando diz: É p’rà frente
O caminho que sentes…
terça-feira, julho 12, 2005
Caminho o Tempo
Procuro-te em poesia de letras
Memórias de tempos recentes
Racionalizo passados de curto vento
Agora peso avalio entendo
Porquê em pesares existentes
Interrogo-te nas palavras do silêncio
Transmutação de estrelas cadentes
Antes brilhantes luzentes
Em mortes camufladas e te sinto
Os sonhos desfeitos de nadas
Percorro-te em negra chuva a estrada
Que bebes em gotas d’água.
Ao som de teclas que pinto
Com Grieg danço
A doçura o encanto
Da verdade
O tempo que está comigo
Na serenidade
Do sorriso
Memórias de tempos recentes
Racionalizo passados de curto vento
Agora peso avalio entendo
Porquê em pesares existentes
Interrogo-te nas palavras do silêncio
Transmutação de estrelas cadentes
Antes brilhantes luzentes
Em mortes camufladas e te sinto
Os sonhos desfeitos de nadas
Percorro-te em negra chuva a estrada
Que bebes em gotas d’água.
Ao som de teclas que pinto
Com Grieg danço
A doçura o encanto
Da verdade
O tempo que está comigo
Na serenidade
Do sorriso
sábado, julho 09, 2005
Nesta quentura do dia
É o leite o café da manhã
Uma toalha de linho
O dizer amo-te baixinho
Na Aurora que vai tarde
Em aroma de chocolate
É laranja lima limão
Em refrescos que os dão
Nesta quentura do dia
O que quero é tangerina
Nesta pura fantasia
De quem sequiosa espera
Uma brisa
Uma toalha de linho
O dizer amo-te baixinho
Na Aurora que vai tarde
Em aroma de chocolate
É laranja lima limão
Em refrescos que os dão
Nesta quentura do dia
O que quero é tangerina
Nesta pura fantasia
De quem sequiosa espera
Uma brisa
quarta-feira, julho 06, 2005
Uma Casa de Pedra
É uma casa singela
Uma casa minhota
De pedra
Térrea
Profusos verdes a abraçam
Arbustos, árvores, a horta
E cantam
Aves
Canteiros de flores num laço
A rodeiam… num abraço
Doce, ameno
De cores
Interior de branco tranquilo
Em cada canto melodias
O eterno abrigo
Da palavra
Quem vem aflito sempre encontra
À porta, um sorriso, a gentileza
A lareira acesa
O brilho
É uma casa minhota de pedra
Onde a verdade térrea habita
E que caminha
Serena
Uma casa minhota
De pedra
Térrea
Profusos verdes a abraçam
Arbustos, árvores, a horta
E cantam
Aves
Canteiros de flores num laço
A rodeiam… num abraço
Doce, ameno
De cores
Interior de branco tranquilo
Em cada canto melodias
O eterno abrigo
Da palavra
Quem vem aflito sempre encontra
À porta, um sorriso, a gentileza
A lareira acesa
O brilho
É uma casa minhota de pedra
Onde a verdade térrea habita
E que caminha
Serena
domingo, julho 03, 2005
Caixinha do labor
Neste ponto colorido eu canto
Toada em folhas de Sol
Com verde e amarelo
Que encontrei no recanto
Da caixinha do labor
Singelo
Canto ao sorriso o calor
Hora sem tempo passado
Ao trabalho elaborado
Com carinho e amor
Em brancas penas deixado
Ao fio que a tela tecia
À garra visão amizade
Música que soa baixinho
Em ternura e carinho
E parto ao fim do dia
Enlaço serenidade
Toada em folhas de Sol
Com verde e amarelo
Que encontrei no recanto
Da caixinha do labor
Singelo
Canto ao sorriso o calor
Hora sem tempo passado
Ao trabalho elaborado
Com carinho e amor
Em brancas penas deixado
Ao fio que a tela tecia
À garra visão amizade
Música que soa baixinho
Em ternura e carinho
E parto ao fim do dia
Enlaço serenidade
quinta-feira, junho 30, 2005
Em minhas penas...
Leve aragem me afaga as penas
Quando plano sobre o mar
Azul intenso em íris de ouro
Um espelho do meu voo
Nas minhas asas serenas
Terno sorriso espalho num canto
De doces flores musicais
São cravos, rosas, jasmim
Qu’envolvo num manto sem fim
E as penas vão transformando
Em sonoridades tais
Que o carinho, a ternura
Aquela ilusão que perdura,
Forma cambiantes de cores
Em laços, pontes, abraços
Infinitos luzentes amores
Que em minhas penas enlaço
Quando plano sobre o mar
Azul intenso em íris de ouro
Um espelho do meu voo
Nas minhas asas serenas
Terno sorriso espalho num canto
De doces flores musicais
São cravos, rosas, jasmim
Qu’envolvo num manto sem fim
E as penas vão transformando
Em sonoridades tais
Que o carinho, a ternura
Aquela ilusão que perdura,
Forma cambiantes de cores
Em laços, pontes, abraços
Infinitos luzentes amores
Que em minhas penas enlaço
quinta-feira, junho 23, 2005
Um perfume que a noite transporta
Um perfume subtil a noite transporta.
Adormecida em ventre d’água
Há uma voz qu’insone me clama
Em saudade orvalhada
É um aroma cobalto, anil
Em sua concha nacarada
Que me chama do meu leito
Onde me recosto, me deito
Em sonoridades mil
Sob os lençóis me viro, agito
Os braços estendo, encolho
Abraçando a voz em cantos
Intermitentes espaços qu’envolvo
Enlaço e penso: foi mais um sonho!
Mas como explico
O aroma que fica pairando …
Adormecida em ventre d’água
Há uma voz qu’insone me clama
Em saudade orvalhada
É um aroma cobalto, anil
Em sua concha nacarada
Que me chama do meu leito
Onde me recosto, me deito
Em sonoridades mil
Sob os lençóis me viro, agito
Os braços estendo, encolho
Abraçando a voz em cantos
Intermitentes espaços qu’envolvo
Enlaço e penso: foi mais um sonho!
Mas como explico
O aroma que fica pairando …
domingo, junho 19, 2005
Um Jardim, uma Rosa, um Lago...
Um jardim, uma rosa, um lago
É um oásis na cidade fremente
Que passa do outro lado
Em muros, asfaltos, ausente….
Jardim de aves levíssimas
Musicado de verde
É um relógio suspenso…
Rosa irisada pelo sol doirado
Solitária na cadência do dia.
É uma palavra nua, infinda…
Lago azul de dançantes seres
Vogando em pontes laços abrigos.
É água de serenos sorrisos
Que somente
Na fragilidade do tempo
Tudo vê e tudo sente.
É a sensibilidade isolada
Entre a cidade correndo…
É um oásis na cidade fremente
Que passa do outro lado
Em muros, asfaltos, ausente….
Jardim de aves levíssimas
Musicado de verde
É um relógio suspenso…
Rosa irisada pelo sol doirado
Solitária na cadência do dia.
É uma palavra nua, infinda…
Lago azul de dançantes seres
Vogando em pontes laços abrigos.
É água de serenos sorrisos
Que somente
Na fragilidade do tempo
Tudo vê e tudo sente.
É a sensibilidade isolada
Entre a cidade correndo…
quarta-feira, junho 15, 2005
Rosto d'Água
Nesta quentura do dia, passa leve
um sopro de vento em massagem.
Deitado o meu corpo deliciado
o sol enleia em beijos m’afaga
Um calor arrepiado me invade
transporta p’ra outros mundos
distantes e mui profundos
que o tempo viu de passagem
Com tanta ternura, eu corro
e me banho em águas claras
Suas mãos m’agarram a cintura
puxam e me enlaçam
com serena candura
bebem a essência a pele
os poros dos longos cabelos
que se espalham
em teu peito
rosto d’água
um sopro de vento em massagem.
Deitado o meu corpo deliciado
o sol enleia em beijos m’afaga
Um calor arrepiado me invade
transporta p’ra outros mundos
distantes e mui profundos
que o tempo viu de passagem
Com tanta ternura, eu corro
e me banho em águas claras
Suas mãos m’agarram a cintura
puxam e me enlaçam
com serena candura
bebem a essência a pele
os poros dos longos cabelos
que se espalham
em teu peito
rosto d’água
terça-feira, junho 14, 2005
Verdes Canções em Flores
Verdes, verdes são os sentimentos
Que vagueiam pelo mar
Jangadas plenas de gente abraçadas
Ao mastro sem velas em fios de luar
Estrelas encantadas de dores
Que em verdes pradarias se deleitam
No cinza do entardecer que em breve
A noite abraça, enfeita
De verde em verde cobertas não sentem
O azul que se estende p’ra lá da floresta
Partículas de areia orvalhadas
Percorrendo encantadas o deserto
Que as rodeia
Verdes canções em flores
Que vagueiam pelo mar
Jangadas plenas de gente abraçadas
Ao mastro sem velas em fios de luar
Estrelas encantadas de dores
Que em verdes pradarias se deleitam
No cinza do entardecer que em breve
A noite abraça, enfeita
De verde em verde cobertas não sentem
O azul que se estende p’ra lá da floresta
Partículas de areia orvalhadas
Percorrendo encantadas o deserto
Que as rodeia
Verdes canções em flores
sábado, junho 11, 2005
Os quatro elementos
Escrevo sonhos de Fogo, labaredas
De palavras sem letras
Dualidade em flores de vento
Mui ledas
Madrugadas, brisas, momento
Escrevo a Água, ondina transmutada
Rio, catarata ou lago
Mantos espelhados, o afago
E entoo encantada
Sonoridades que trago
Escrevo em formas de azul o Ar
Voos suaves desenhados
Espirais a planar
Anseios, perdição d’ amores
Ilusão em tábua de cores
Navios de tons irisados
Escrevo a paixão da Terra, o sentir
O ideal desejado
No beija-flor simbolizado
Componho, enfim, a Natureza
Que num sorriso de tristeza
Teme, receia o provir
De palavras sem letras
Dualidade em flores de vento
Mui ledas
Madrugadas, brisas, momento
Escrevo a Água, ondina transmutada
Rio, catarata ou lago
Mantos espelhados, o afago
E entoo encantada
Sonoridades que trago
Escrevo em formas de azul o Ar
Voos suaves desenhados
Espirais a planar
Anseios, perdição d’ amores
Ilusão em tábua de cores
Navios de tons irisados
Escrevo a paixão da Terra, o sentir
O ideal desejado
No beija-flor simbolizado
Componho, enfim, a Natureza
Que num sorriso de tristeza
Teme, receia o provir
quarta-feira, junho 08, 2005
Rasgos
Sem o esse é o eu no presente
Do verbo interiorizado
Em delírios afastado, isolado
Dos afazeres da mente
Memórias abertas em horas, instantes
Tapetes de veludo, flores de ilusões
Um sonho caminhante em fracções
Formas espiraladas de cores difusas
Desnudas, obtusas em linhas traçadas
Que em mantos o vento apaga
Folhas de água em máscaras
Histórias passadas dementes
Sonhos constantes presentes
Em lonjuras asfaltadas correndo
Um partir longo demorado lento
Um chegar brusco de cores confuso
Aromas, perfumes que se evolam
Em essências serenas.
Rasgos: A quadratura circular do tempo
Do verbo interiorizado
Em delírios afastado, isolado
Dos afazeres da mente
Memórias abertas em horas, instantes
Tapetes de veludo, flores de ilusões
Um sonho caminhante em fracções
Formas espiraladas de cores difusas
Desnudas, obtusas em linhas traçadas
Que em mantos o vento apaga
Folhas de água em máscaras
Histórias passadas dementes
Sonhos constantes presentes
Em lonjuras asfaltadas correndo
Um partir longo demorado lento
Um chegar brusco de cores confuso
Aromas, perfumes que se evolam
Em essências serenas.
Rasgos: A quadratura circular do tempo
segunda-feira, junho 06, 2005
Entre Tempos
Uma prata imensa espelhada
Desdobrando, se desfazendo
São núvens brancas em tumulto
Um rugido, um grito, uma voz
Incontrolável, poderosa
Em que me sento…
Extasiada
Em rajadas e sibilos respondendo
Surge o vento
Arrastando tudo ao redor
Altera dunas, escarpas
Dançam areias desgovernadas
E dançamos
Nós
Entre forças, ilações e razões
Pelo poder espacial
Está a singela ampulheta
Mui serena
Aprendendo
Lendo o tempo
Que nos seus dedos desfia
e… sorria…
Promessas? Onde? Afinal…
Desdobrando, se desfazendo
São núvens brancas em tumulto
Um rugido, um grito, uma voz
Incontrolável, poderosa
Em que me sento…
Extasiada
Em rajadas e sibilos respondendo
Surge o vento
Arrastando tudo ao redor
Altera dunas, escarpas
Dançam areias desgovernadas
E dançamos
Nós
Entre forças, ilações e razões
Pelo poder espacial
Está a singela ampulheta
Mui serena
Aprendendo
Lendo o tempo
Que nos seus dedos desfia
e… sorria…
Promessas? Onde? Afinal…
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