"Isso não se faz, mas todo mundo faz...
Na estrada, o policial rodoviário manda parar um carro.
O motorista lhe entrega os documentos do veículo, sua
carteira de habilitação e uma nota de 50 reais.
O motorista sabe que isso não se faz,
mas como todo mundo faz...
Nas bilheterias do show não há mais ingressos à venda.
Um casal que chega muito atrasado procura o encarregado
da segurança do show e oferece-lhe uma generosa gratifica-
ção para entrar pelo portão dos convidados.
O casal e o encarregado sabem que isso não se faz,
mas como todo mundo faz...
No consultório médico, o cliente pede que a recepcionista
lhe passe um recibo com valor maior do que o pago pela con-
sulta, para ter um reembolso maior do convênio médico.
Ambos sabem que isso não se faz, mas como todo mundo faz...
Na loja de artigos importados, os produtos vêm de um forne-
cedor milagroso, que lhe cobra metade do preço da concor-
rência e até dá notas fiscais. O lojista suspeita que o
negócio do fornecedor tem algo de ilegal, mas continua com-
prando dele.
Sabe que isso não se faz, mas o camelô faz, a dona da loja
de luxo faz, todo mundo faz...
Na televisão, o Presidente da República admite que seu par-
tido não declara a origem de todos os recursos que financiam
suas campanhas.
Diz que isso não se faz, mas como todo mundo faz...
Estamos todos muito indignados com as denúncias de corrupção
que varrem o Brasil. Para mim, o que acontece no Planalto é
um reflexo do que acontece na planície, em nossas casas.
Se quisermos que o país mude, temos de rever nossos conceitos,
refletir sobre nossas condutas, analisar em que aspectos de
nossa vida estamos sendo corruptíveis e pensar em maneiras
de mudar isso.
Por isso é que eu digo:
NADA MUDA ENQUANTO A GENTE NÃO MUDAR!!!"
(Mail recebido do Brasil)
terça-feira, agosto 30, 2005
quarta-feira, agosto 24, 2005
Vem...
Vem… a minha mão segura e caminha
Juntos procuremos a ternura do sorriso
Que se escondeu algures no tempo
No negro das cinzas
Sem música, sem brilho
Vem… sem temor nem medo
Meus braços são o apoio que precisas
Meus ombros o recosto, a carícia
Meu regaço a flor aberta
Que em candura mui certa
Tua mente descansa e deleita
Eu sei que árduo é o caminho
Com escolhos e densos trilhos
O silêncio com seus mantos floridos
Foi nossa concha, nosso abrigo
A voz cantante na solidão
Desfolhando florestas e mares
Sóis, estrelas, a cor de luares
E seus dispersos destinos
Mas vem… segura a mão
Que serenamente
Estendo
Juntos procuremos a ternura do sorriso
Que se escondeu algures no tempo
No negro das cinzas
Sem música, sem brilho
Vem… sem temor nem medo
Meus braços são o apoio que precisas
Meus ombros o recosto, a carícia
Meu regaço a flor aberta
Que em candura mui certa
Tua mente descansa e deleita
Eu sei que árduo é o caminho
Com escolhos e densos trilhos
O silêncio com seus mantos floridos
Foi nossa concha, nosso abrigo
A voz cantante na solidão
Desfolhando florestas e mares
Sóis, estrelas, a cor de luares
E seus dispersos destinos
Mas vem… segura a mão
Que serenamente
Estendo
quinta-feira, agosto 18, 2005
O Gato
Bradam melros, cotovias
e até as próprias tias
atando as mãos à cabeça:
“Valha-me Deus, que tristeza!
Não é que o marau do gato
tão bonito e aperaltado
foi cair da janela?!”
“ A história, vai por mim…”
dizem o Zé mais o Quim
merceeiros da esquina
que passam o dia na fina
ombreira da porta a ver
as garotas que passam
e querem tudo saber
da vida da vizinhança,
“…o gato lãzudo veio
deitar-se no parapeito
da janela. Até que a gata
da Micas surgiu escovada
luzidia e perfumada
na escada de incêndio.
Vai daí, o gato um olho abriu
arrebitou uma orelha e sorriu:
‘mas que compêndio!...’
P’ra mostrar quão forte era
e para atrair a donzela
deu um salto mortal…
Não correu bem, afinal!
Pois uma rajada de vento
passou naquele momento
e ele voou uns cinco…dez metros
pr’ à copa da árvore mais perto
e lá ficou miando… quieto…
Enquanto a gata da Micas
rebolando o quadril, roliça
lhe atirava um beijo
e dizia: ‘é bem feito!...
p’ra não te armares em esperto!’ “
e até as próprias tias
atando as mãos à cabeça:
“Valha-me Deus, que tristeza!
Não é que o marau do gato
tão bonito e aperaltado
foi cair da janela?!”
“ A história, vai por mim…”
dizem o Zé mais o Quim
merceeiros da esquina
que passam o dia na fina
ombreira da porta a ver
as garotas que passam
e querem tudo saber
da vida da vizinhança,
“…o gato lãzudo veio
deitar-se no parapeito
da janela. Até que a gata
da Micas surgiu escovada
luzidia e perfumada
na escada de incêndio.
Vai daí, o gato um olho abriu
arrebitou uma orelha e sorriu:
‘mas que compêndio!...’
P’ra mostrar quão forte era
e para atrair a donzela
deu um salto mortal…
Não correu bem, afinal!
Pois uma rajada de vento
passou naquele momento
e ele voou uns cinco…dez metros
pr’ à copa da árvore mais perto
e lá ficou miando… quieto…
Enquanto a gata da Micas
rebolando o quadril, roliça
lhe atirava um beijo
e dizia: ‘é bem feito!...
p’ra não te armares em esperto!’ “
domingo, agosto 14, 2005
Escada de Pedrarias
Uma escada suspensa no pátio havia
Em pedrarias tecida.
De um lado a relva fôfa
Convidativa
No outro o azul da água
Que serena se mexia.
Os pássaros afinavam
Em suaves trinados
Saint-Saens e Stravinsky
Enquanto
Com seus gritos alucinantes
Dançava um fantasma
À luz do dia
Tentando
Retirar da escada a alegria
O brilho das pedrarias.
Nos passos do silêncio da noite
Chegavam o verde-azul das mãos
Que o sorriso lhe estendiam.
Pousava docemente
E então
Adormecia…
Em pedrarias tecida.
De um lado a relva fôfa
Convidativa
No outro o azul da água
Que serena se mexia.
Os pássaros afinavam
Em suaves trinados
Saint-Saens e Stravinsky
Enquanto
Com seus gritos alucinantes
Dançava um fantasma
À luz do dia
Tentando
Retirar da escada a alegria
O brilho das pedrarias.
Nos passos do silêncio da noite
Chegavam o verde-azul das mãos
Que o sorriso lhe estendiam.
Pousava docemente
E então
Adormecia…
sábado, agosto 13, 2005
She
She is so pious
She is so modest
She is so daring
When she out of home
When she is on the way her school
When she is on her duty
She looks like so calm
She faces unscrupulous
She hears unscrupulous
She faces day trials
She looks like so calm
To realize her past
Her ignorance was blamed
Her ignorance is blamed
Though Eve's ignorance was written
She was so innocent
She is so innocent
I don't know her abode
I don't know her name
Though she is living around
She is Eve's daughter.
She is so pious
She is so modest
She is so daring
Rashid Ahmed
She is so modest
She is so daring
When she out of home
When she is on the way her school
When she is on her duty
She looks like so calm
She faces unscrupulous
She hears unscrupulous
She faces day trials
She looks like so calm
To realize her past
Her ignorance was blamed
Her ignorance is blamed
Though Eve's ignorance was written
She was so innocent
She is so innocent
I don't know her abode
I don't know her name
Though she is living around
She is Eve's daughter.
She is so pious
She is so modest
She is so daring
Rashid Ahmed
quinta-feira, agosto 11, 2005
Hoje...
Hoje
Nasci no silêncio duma casa abandonada.
Me agitei, percorri espaços preocupada
Pelas vozes que gritavam.
São tantas as vozes que me falam
Em sinais tão diferentes…
Hoje
Entrei no carro e surgiu Mozart do nada
Na Antena dois.
O caminho delineado estava cortado.
Segui em frente
Para onde a luz me aguardava…
Mas hoje
De repente
Fui abalroada
Por uma montanha viva
De palavras…
Nasci no silêncio duma casa abandonada.
Me agitei, percorri espaços preocupada
Pelas vozes que gritavam.
São tantas as vozes que me falam
Em sinais tão diferentes…
Hoje
Entrei no carro e surgiu Mozart do nada
Na Antena dois.
O caminho delineado estava cortado.
Segui em frente
Para onde a luz me aguardava…
Mas hoje
De repente
Fui abalroada
Por uma montanha viva
De palavras…
segunda-feira, agosto 08, 2005
Amor p'ra além da Hora
Quisera teus olhos ser
Meu amor p’ra além da Hora
Em narcisos renascer
aqui, agora
Carícias em gotas da flor
De seda
Quisera cobrir-te de estrelas
Sobre o mar em calmaria
Nesse azul tão belo, tão certo
E mostrar-te o momento
Que a lua nele se deita
E inda…
É dia
Quisera que as sombras dispersas
Na procura da rua, do caminho
Não fossem partidos espelhos
Que pelo espaço buscas
Em madrugadas
Insones
Sozinho
Quisera cantar-te o verde
Da relva fofa, luzidia
Das medas, do trigo, da fonte
As cores que tu bebias
Na avidez da sede
Da solidão que
Previas
Quisera com ternura amar-te
E docemente sonhar-te
Muito p’ra além do poema
Na dualidade do tema
Vasto
E ofertar-te
Meu sorriso
Apenas
Meu amor p’ra além da Hora
Em narcisos renascer
aqui, agora
Carícias em gotas da flor
De seda
Quisera cobrir-te de estrelas
Sobre o mar em calmaria
Nesse azul tão belo, tão certo
E mostrar-te o momento
Que a lua nele se deita
E inda…
É dia
Quisera que as sombras dispersas
Na procura da rua, do caminho
Não fossem partidos espelhos
Que pelo espaço buscas
Em madrugadas
Insones
Sozinho
Quisera cantar-te o verde
Da relva fofa, luzidia
Das medas, do trigo, da fonte
As cores que tu bebias
Na avidez da sede
Da solidão que
Previas
Quisera com ternura amar-te
E docemente sonhar-te
Muito p’ra além do poema
Na dualidade do tema
Vasto
E ofertar-te
Meu sorriso
Apenas
sexta-feira, agosto 05, 2005
Sinfonia Salgada
São tempos e contra-tempos
Musicalidade salgada
Notas que o éter abraça
Em mar calmo e turbulento
É um navio que pára
Ouvindo o som das notas loucas
E se atrasa
Dançam violinos, trompetes
Flautas, tubas, clarinetes
Soltando estrelas no ar
Com rasto de brilho…são cometas
Esvoaçando em horas poucas
Se desfazendo no mar
Em frente
Do navio que parado está
Pautas em bailes tresloucados
Pintam claves de sol e de fá
Agarram as cores soltas
Que nuas, incautas, tontas
Riem na espuma da onda
Que a rocha faz
Serenamente
Em laços de flores musicados
Envolvendo o navio
Que foi… que ia…
Compondo assim a sinfonia
Salgada
Musicalidade salgada
Notas que o éter abraça
Em mar calmo e turbulento
É um navio que pára
Ouvindo o som das notas loucas
E se atrasa
Dançam violinos, trompetes
Flautas, tubas, clarinetes
Soltando estrelas no ar
Com rasto de brilho…são cometas
Esvoaçando em horas poucas
Se desfazendo no mar
Em frente
Do navio que parado está
Pautas em bailes tresloucados
Pintam claves de sol e de fá
Agarram as cores soltas
Que nuas, incautas, tontas
Riem na espuma da onda
Que a rocha faz
Serenamente
Em laços de flores musicados
Envolvendo o navio
Que foi… que ia…
Compondo assim a sinfonia
Salgada
quarta-feira, agosto 03, 2005
Olá, Meus Amigos
Meus Amigos... O baile continua
Olá Meus Amigos
Peço-vos muitas desculpas pela minha ausência, mas não
estão esquecidos, amigos.
Tenho andado com problemas nas ligações à net e ao msn,
pelo que tvos peço que temporariamente não me enviem mais
mails, especialmente pesados, porque tenho imensa dificuldade
em abrir o MSN e a Net.
Nem entrar nos blogs tenho conseguido, apesar das inúmeras reclamações
com que tenho enchido a ADSL.
A resposta que me dão é que a chamada ficou retida no servidor (acreditam????)
Se assim for é muito grave.
Creio que estão e brincar comigo, pois para conseguir entrar nos mails ou
abrir a net (que aparentemente está sempre on-line), tenho de continuamente
fazer o restart, e mesmo assim por um curto espaço de tempo.
Espero a vossa compreensão pois são situações que me ultrapassam.
Bjokas grandes e desculpem a ausência involuntária
Amita ( Fátima)
Olá Meus Amigos
Peço-vos muitas desculpas pela minha ausência, mas não
estão esquecidos, amigos.
Tenho andado com problemas nas ligações à net e ao msn,
pelo que tvos peço que temporariamente não me enviem mais
mails, especialmente pesados, porque tenho imensa dificuldade
em abrir o MSN e a Net.
Nem entrar nos blogs tenho conseguido, apesar das inúmeras reclamações
com que tenho enchido a ADSL.
A resposta que me dão é que a chamada ficou retida no servidor (acreditam????)
Se assim for é muito grave.
Creio que estão e brincar comigo, pois para conseguir entrar nos mails ou
abrir a net (que aparentemente está sempre on-line), tenho de continuamente
fazer o restart, e mesmo assim por um curto espaço de tempo.
Espero a vossa compreensão pois são situações que me ultrapassam.
Bjokas grandes e desculpem a ausência involuntária
Amita ( Fátima)
domingo, julho 31, 2005
Fado ou Sina
Será fado? Será sina?
Talvez alguma mezinha
colocada no café.
Uma reza de santo
sentada ou de pé.
Quem sabe um mero encanto
feito por encomenda
que a publicidade tenta
muita gente, incauta e lerda,
em caminhos do acaso.
Outros, mui bem pensados
em escrita medicados...
Tudo, mas tudo por bem.
O fado dolente, cantado
na voz que saber se sabia,
é aquilo - quem diria? -
que se usa e não se tem.
Ora a outra, a dita sina
seja longa, curta, fina,
até de certa espessura,
que se sabe e não se vê,
ou se tem e não se usa.
E é neste encantamento
que o fado e a sina aliados
fazem traços já traçados
em rotas d’esquecimento
apagando o que se lê.
Poema in "Transparência de Ser"
Talvez alguma mezinha
colocada no café.
Uma reza de santo
sentada ou de pé.
Quem sabe um mero encanto
feito por encomenda
que a publicidade tenta
muita gente, incauta e lerda,
em caminhos do acaso.
Outros, mui bem pensados
em escrita medicados...
Tudo, mas tudo por bem.
O fado dolente, cantado
na voz que saber se sabia,
é aquilo - quem diria? -
que se usa e não se tem.
Ora a outra, a dita sina
seja longa, curta, fina,
até de certa espessura,
que se sabe e não se vê,
ou se tem e não se usa.
E é neste encantamento
que o fado e a sina aliados
fazem traços já traçados
em rotas d’esquecimento
apagando o que se lê.
Poema in "Transparência de Ser"
sexta-feira, julho 29, 2005
Tons de Tango
Ao som de um tango te bebo
Te enrolo no segredo
De um abraço
Não deslaço e estremeço
Colada em teu corpo vagueio
Em rubros frémitos. Entonteço
Por ti deslizo
Contorciono e revolteio
Nos balanços de dança te sigo
A flor que meus seios domina
Desfaz os longos cabelos
E caminha colorida
Sabor em gotas de água salgada
Formas de fogo espiraladas
Que sorvo partindo medos
São tons de tango que bebo
Te enrolo no segredo
De um abraço
Não deslaço e estremeço
Colada em teu corpo vagueio
Em rubros frémitos. Entonteço
Por ti deslizo
Contorciono e revolteio
Nos balanços de dança te sigo
A flor que meus seios domina
Desfaz os longos cabelos
E caminha colorida
Sabor em gotas de água salgada
Formas de fogo espiraladas
Que sorvo partindo medos
São tons de tango que bebo
segunda-feira, julho 25, 2005
Entretanto...
Não existo entre a gente que passa
Sou a solidão da palavra
Ausente… em nada
Não percorro me quedo silente
No tempo que passar não passa
Em horas delineadas
Não sou traço sou um ponto
Que vagueia pelo espaço
De tão rodar na palavra
Fico tonta espiralada
Nada sou nada condiz
Nestes tempos avançados
M’espanto com quem me diz
Que o luar existe iluminado
Que o mar ondeia seu canto
Que o sol dá luz e quebranto
E entretanto
Me meto na concha fechada
Sou a solidão da palavra
Ausente… em nada
Não percorro me quedo silente
No tempo que passar não passa
Em horas delineadas
Não sou traço sou um ponto
Que vagueia pelo espaço
De tão rodar na palavra
Fico tonta espiralada
Nada sou nada condiz
Nestes tempos avançados
M’espanto com quem me diz
Que o luar existe iluminado
Que o mar ondeia seu canto
Que o sol dá luz e quebranto
E entretanto
Me meto na concha fechada
sábado, julho 23, 2005
Em Noites Enluaradas
Em todas as noites enluaradas
Deste Verão escaldante
Passaram fogos espadas
Pelo meu corpo em marcas
De sóis desdizentes
Jamais penseis
Que se de cegueira me vesti
E me adornei
Foi porque de ilusões vivi
Contente
Estrelas mares desertos
Orvalhos brilhos e barcos
É tudo o que está certo
No percurso d’ estilhaços
Da vida
Dentro de nós sentida
Meu lema é paz alegria
Amenidade entre a gente
Lutando serenamente
O sorriso doce expandia
Cerrando a tempestade
Que planando nas árvores
Cinzas previa
Entre fogos espadas
De noites enluaradas
Deste Verão escaldante
Passaram fogos espadas
Pelo meu corpo em marcas
De sóis desdizentes
Jamais penseis
Que se de cegueira me vesti
E me adornei
Foi porque de ilusões vivi
Contente
Estrelas mares desertos
Orvalhos brilhos e barcos
É tudo o que está certo
No percurso d’ estilhaços
Da vida
Dentro de nós sentida
Meu lema é paz alegria
Amenidade entre a gente
Lutando serenamente
O sorriso doce expandia
Cerrando a tempestade
Que planando nas árvores
Cinzas previa
Entre fogos espadas
De noites enluaradas
sexta-feira, julho 22, 2005
Amigos
Nestes últimos 3 dias a ADSL tem cortado a minha ligação
à net (erro 678).
Gentilmente deixam-me ficar on line em espaços de 3 minutos,
por vezes, o que me impossibilita agradecer e visitar-vos.
A última informação que me deram foi que possivelmente
teria de chamar a PT para resolver este problema.
Aproveito para agradecer a todos o carinho que me têm dispensado.
Um bom fim-de-semana a todos.
Até breve, espero!
à net (erro 678).
Gentilmente deixam-me ficar on line em espaços de 3 minutos,
por vezes, o que me impossibilita agradecer e visitar-vos.
A última informação que me deram foi que possivelmente
teria de chamar a PT para resolver este problema.
Aproveito para agradecer a todos o carinho que me têm dispensado.
Um bom fim-de-semana a todos.
Até breve, espero!
segunda-feira, julho 18, 2005
Por vezes o Poema
Por vezes passa o poema vergado de horas
Um mundo passado exausto de estrelas
Seus ramos caídos em cinza folhas
Desliza um Inverno de seiva mui lenta
De timidez arrojada corre também sua voz
Num leito verde em chão de água,
Comportas, se abertas são fechadas,
Não vá o caminhante barco chegar à foz
Às vezes o poema é mordaz ou pensativo
Na fluência da palavra imaginada
Brotando fluorescências em escada
De música suave, agitada por quem ouvido
Se o poema é nu um doce sorriso espraia
Em mil flores, brilhos, amores serenos,
Mãos, olhos doces qu’enlaçando s'espalham
No pêndulo dos braços, em tempo ameno
Em azul se sabe,
Por vezes…
Poema in "Transparência de Ser"
Um mundo passado exausto de estrelas
Seus ramos caídos em cinza folhas
Desliza um Inverno de seiva mui lenta
De timidez arrojada corre também sua voz
Num leito verde em chão de água,
Comportas, se abertas são fechadas,
Não vá o caminhante barco chegar à foz
Às vezes o poema é mordaz ou pensativo
Na fluência da palavra imaginada
Brotando fluorescências em escada
De música suave, agitada por quem ouvido
Se o poema é nu um doce sorriso espraia
Em mil flores, brilhos, amores serenos,
Mãos, olhos doces qu’enlaçando s'espalham
No pêndulo dos braços, em tempo ameno
Em azul se sabe,
Por vezes…
Poema in "Transparência de Ser"
sábado, julho 16, 2005
Uma pequena luz
Há uma luz num rochedo esbatido
Que continua a brilhar
Soltando muito a medo
Frágeis raios para o mar
Que a rodeia
Lhe enleia
Sentidos
Um barco d’água à deriva levando
Etéreas nuvens de carinho
Espalhando pétalas de rosa
Melodiosas
O barco trilhos abrindo
Sozinho…
Uma montanha de fogo havia
No mar das flores explodia
Era tão cinza e escura
Que o verde que a cobria
Desfez-se na noite dura
A pequena luz tremeluzente
Que na rocha está sentada
Abraça nuvens o barco d’água
A montanha cinza ardente
E mui doce serenamente
Sorri p’ràs estrelas orvalhada
E murmurando diz: É p’rà frente
O caminho que sentes…
Que continua a brilhar
Soltando muito a medo
Frágeis raios para o mar
Que a rodeia
Lhe enleia
Sentidos
Um barco d’água à deriva levando
Etéreas nuvens de carinho
Espalhando pétalas de rosa
Melodiosas
O barco trilhos abrindo
Sozinho…
Uma montanha de fogo havia
No mar das flores explodia
Era tão cinza e escura
Que o verde que a cobria
Desfez-se na noite dura
A pequena luz tremeluzente
Que na rocha está sentada
Abraça nuvens o barco d’água
A montanha cinza ardente
E mui doce serenamente
Sorri p’ràs estrelas orvalhada
E murmurando diz: É p’rà frente
O caminho que sentes…
terça-feira, julho 12, 2005
Caminho o Tempo
Procuro-te em poesia de letras
Memórias de tempos recentes
Racionalizo passados de curto vento
Agora peso avalio entendo
Porquê em pesares existentes
Interrogo-te nas palavras do silêncio
Transmutação de estrelas cadentes
Antes brilhantes luzentes
Em mortes camufladas e te sinto
Os sonhos desfeitos de nadas
Percorro-te em negra chuva a estrada
Que bebes em gotas d’água.
Ao som de teclas que pinto
Com Grieg danço
A doçura o encanto
Da verdade
O tempo que está comigo
Na serenidade
Do sorriso
Memórias de tempos recentes
Racionalizo passados de curto vento
Agora peso avalio entendo
Porquê em pesares existentes
Interrogo-te nas palavras do silêncio
Transmutação de estrelas cadentes
Antes brilhantes luzentes
Em mortes camufladas e te sinto
Os sonhos desfeitos de nadas
Percorro-te em negra chuva a estrada
Que bebes em gotas d’água.
Ao som de teclas que pinto
Com Grieg danço
A doçura o encanto
Da verdade
O tempo que está comigo
Na serenidade
Do sorriso
sábado, julho 09, 2005
Nesta quentura do dia
É o leite o café da manhã
Uma toalha de linho
O dizer amo-te baixinho
Na Aurora que vai tarde
Em aroma de chocolate
É laranja lima limão
Em refrescos que os dão
Nesta quentura do dia
O que quero é tangerina
Nesta pura fantasia
De quem sequiosa espera
Uma brisa
Uma toalha de linho
O dizer amo-te baixinho
Na Aurora que vai tarde
Em aroma de chocolate
É laranja lima limão
Em refrescos que os dão
Nesta quentura do dia
O que quero é tangerina
Nesta pura fantasia
De quem sequiosa espera
Uma brisa
quarta-feira, julho 06, 2005
Uma Casa de Pedra
É uma casa singela
Uma casa minhota
De pedra
Térrea
Profusos verdes a abraçam
Arbustos, árvores, a horta
E cantam
Aves
Canteiros de flores num laço
A rodeiam… num abraço
Doce, ameno
De cores
Interior de branco tranquilo
Em cada canto melodias
O eterno abrigo
Da palavra
Quem vem aflito sempre encontra
À porta, um sorriso, a gentileza
A lareira acesa
O brilho
É uma casa minhota de pedra
Onde a verdade térrea habita
E que caminha
Serena
Uma casa minhota
De pedra
Térrea
Profusos verdes a abraçam
Arbustos, árvores, a horta
E cantam
Aves
Canteiros de flores num laço
A rodeiam… num abraço
Doce, ameno
De cores
Interior de branco tranquilo
Em cada canto melodias
O eterno abrigo
Da palavra
Quem vem aflito sempre encontra
À porta, um sorriso, a gentileza
A lareira acesa
O brilho
É uma casa minhota de pedra
Onde a verdade térrea habita
E que caminha
Serena
domingo, julho 03, 2005
Caixinha do labor
Neste ponto colorido eu canto
Toada em folhas de Sol
Com verde e amarelo
Que encontrei no recanto
Da caixinha do labor
Singelo
Canto ao sorriso o calor
Hora sem tempo passado
Ao trabalho elaborado
Com carinho e amor
Em brancas penas deixado
Ao fio que a tela tecia
À garra visão amizade
Música que soa baixinho
Em ternura e carinho
E parto ao fim do dia
Enlaço serenidade
Toada em folhas de Sol
Com verde e amarelo
Que encontrei no recanto
Da caixinha do labor
Singelo
Canto ao sorriso o calor
Hora sem tempo passado
Ao trabalho elaborado
Com carinho e amor
Em brancas penas deixado
Ao fio que a tela tecia
À garra visão amizade
Música que soa baixinho
Em ternura e carinho
E parto ao fim do dia
Enlaço serenidade
Subscrever:
Mensagens (Atom)