
Dizem que são meras máscaras
Falam de delírios poéticos
Na fantasia das letras
Murmúrios das telas dos olhos
De quem correndo olha e lê
Aquilo que se quer ver
Tudo é certo
Não contesto
Mas tanta, tanta é a vez
Que a brisa passando perto
Ou o vento em queda d’ água
Trazem mares desérticos
E ouvidos de palavras
Silêncios ocultos nos folhos
Das medas em desfolhada
Que a Arte no voar sentido
Espelha em cada pincelada
A voz que lhe fala
E não vê as areias
As algas qu’espalha
Pelos estreitos trilhos
Serenos, doces, do sorriso
Que a sua ternura abraça
(Aos meus Amigos que tanto prezo e amo sem distinção de sexo,
credo ou raça, e a todos os que por aqui passam, conhecidos ou
não, e que o seu carinho me deixam, peço desculpas pela ausência,
mas nem sempre o Tempo consente que directamente vos abrace.
Assim sendo, com toda a ternura vos desejo muita Luz, Paz, Amor
e serenidade)








