
Sentados, imóveis,
pendurados
na irreversibilidade do minuto
Rostos crispados
olhos estagnados
a concentração se impunha
nas mãos lentas
que em frente se moviam
Soletravam preces mudas
ao deus menor que a sina previa
Pela sala
sorridentes fantasmas
vagueavam murmúrios
em trajes de gala
com passos que veludo pisam
Lá fora
na noite escura e fria
Viena seguia outros traços
em iridescentes líricas
As cartas tinham sido lançadas…
A última palavra,
nas mãos lentas que afagavam,
ao croupier pertencia
(S. Mamede de Infesta – 17/Mar/2006)
Poema in "Transparência de Ser"


















