
Deduzem-se inconsistências em factos
sob a inexistência de pontos claros
e pela planície da noite se espalham
infusões de asas e... estrelas
Deduz-se…
e o tudo de nada vagueia por elas
Fora eu aquele papel branco desdobrado
outrora emitindo caravelas
por mares, em ondulantes verdes árvores,
e não uma terra de salas
compartimentadas
praticando ensinamentos
tão leves...
Sorriria, sim, sorriria…
da imperante crueza dos actos
desfraldados em decretos
que à velocidade da luz são jorrados
para um ontem… já presente
E de pés descalços correria
pela copa de cada árvore esmaecida
levando pão, o sustento da Dita,
e a mão afagaria, contente,
dos brilhos, o ressurgimento
Deduz-se…
na sombra
um vento bordado de estrelas
(pintura de Gracinda Candeias)
Poema in "Transparência de Ser"

















