
Talvez mais não sejam que ufanas velas
cruzando oceânicos navios
o esplendor de montanhas submersas
no ondular de algas e limos
Talvez voem, talvez cantem ou caminhem
junto aos peixes com dedos de linho
delineando desérticas areias e peregrinem
no olhar vago e silente do vazio
Talvez mais não sejam que um talvez
na morfologia de um tempo perdido
criados nos flocos de neve de uma vez
sem rumo, sem sorte, nem abrigo
Talvez existam… se breve os sinto
(pintura de Tanja Hoffmann)
Poema in "Transparência de Ser"


















