
Sob os aglomerados,
caminham as cidades
em bandos apressados
Não se falam, não se tocam e, se param,
pelo vazio o olhar se esquece,
espartilhado, estreito e ténue.
São como teias de vento e divagam
no cursor breve da matéria
esboçada em cinzel de água e pedra
Além, do alto, em qualquer parte,
medita-se, e de nós se faz a espera
tecendo candeias em peito aberto -
modeladas, sublimadas -
e com suavidade se espalham
em alvas árvores… de neve
(pintura de Shinichi Osawa)
Poema in "Transparência de Ser"


















