
Me revejo
Entre miríades de letras luzentes
Que não tento decifrar
De tão pequena, tão mínima
Meu ensejo
Traduz da vida o sustento
Na profundeza do mar
Onde erecta moro
Como estátua de sal
Se rastos não deixo
Não lamento.
Pelas ondas do silêncio
O meu grito é de Paz
A serenidade me anima
Com ternura me ensina
Quando, na imobilidade das horas,
Correntes de vento passam formosas
Querendo o tudo apagar
E na neblina se esvaem
Pelo ondear da paisagem
Algas e peixes abrigo
E na concha, um sorriso
Pintura de sol e luar
Reflectido neste mar
(imagem de autor desconhecido)
















































