
Por ela passou, fugaz…
Simbiose perfeita de terra e luar
Como um traço de vento
As palavras rubras alongadas na altura
Sabiamente
Urdiam momentos de espanto e silêncio
Nada sabia
Da aflição da vida
Da criança esquecida entre os trapos do caminho
Omissão de tanta gente
Dos seres cavos que habitam
Flores leves e tímidas
Que hauriam ternamente
Soletrava a crua nudez dos passos
O poço profundo do caos
Sob o nicho das letras miúdas,
Tão cândidas, tão puras,
Em deslizantes ecos no espaço
Da realidade inconsciente
O que dela esperava, não sei,
Se jamais aprofundei o mistério
Que em capa se estende
Nos cintilantes olhos de ténue gente
(imagem de Henri Gervex)


















