
Valeu a pena
Percorrer duros trilhos em águas
Dos lagos enfrentar vozes caladas
Sob pedras sussurrantes
E na existência de entraves
Crer, de coração aberto,
A incertitude certa
De longos e ausentes laços
Valeu a pena
Pelos sorrisos francos, abertos
Em tecedura de tempos ternos
E rever…
Rever em breve espaço
O que nem a memória esbate
Ao longo do caminho traçado
Valeu a pena
Este voante ponto mínimo
Espalhar o nomadismo dos dias
E da inclemente nostalgia das aves
Em coroas de flores
Em leves e doces aromas
Perfumar o todo em um
Com ternura, cada traço
Um todo somos, em nada…
Sigamos a rama florida
No carinho que a enlaça
E semeemos flores
Em água límpida e clara
PS: A todos agradeço o que nem a ausência desfaz.
Na teia criada ficará, para sempre, uma voz
que o ameno silêncio ultrapassa.
A “Transparência de Ser” com carinho vos abraça.
(imagem Google)
















