
Codificados são os números
símbolos, letras, espaços
que te entoam como laços
no fulgor do teu ser profundo
Segues o texto indecifrável
pelas mentes normalizadas
tentas outras sementes
de outrora, em ondas claras
E de repente
como animal em cavalgada
na árvore em doce rama
descobres da vida a essência
no que a palavra cala
pela subsistência da flor amena
que em estádio de silêncio
o amor preenche e vaza
Quisera ser a triangular forma da palavra
no subtil aroma da longa, incansável vaga
feita de fogo, terra, sal e água
(imagem recebida por e-mail)
* poema para o livro "45 Poemas pela Vida
corrente solidária". Núcleo da Maia. Liga Portuguesa
contra o Cancro. Edium Editores


















