quarta-feira, julho 04, 2018

Palavras doces


Pelas palavras doces
em alinhavos de letras
unidos  nos surpreendemos
numa esfera suspensa

E disfarçámos...
dizeres de outrora, alentos,
que nos traziam pendentes
num mar revolto de águas

E conversámos...
como se o tempo distanciado
fosse apenas
aquele reencontro sentido
e, nos fonemas, eterno abrigo
que a espera não alcança
sob a eterna lonjura da dança
de um tempo em contratempo

Inconscientes, revolvemos
as águas límpidas e claras
de um voar tão presente
que em nós, cada se entende
e sob o silêncio cala
em divergentes, etéreas ramas


quinta-feira, junho 21, 2018

Quisera ser...

Quisera ser a ave de idos tempos
na quimera, (alegria de transparentes
e desprendidos momentos)
quando a vida nos consente

Quisera ser o falcão sempre atento
do seu voo dançante, dolente,
na presa camuflada, aninhada
no ninho de tanta gente

Quisera ser a andorinha
(parte de mim, parte de nada)
espiada no ar, ninho em casa
soletrando repetidas anuidades

Muito mais quisera ser
pelo trilho caminhante
mas do voo da ave que sou
o volante tempo me tornou
nada mais que um passarinho


sábado, junho 03, 2017

Pai


Ouve tua filha na carne rasgada.
Em poema, a vida são anos passados.
Sorrisos leves, inócuos, espontâneos,
Trazidos pela lembrança de idos anos

Escuta, Pai, os murmúrios do vento
Travados pela brisa que encanta
Como se fosse dança de criança,
Visão silente, afagada pelo sentimento
Nutrido pela raça

Se o tudo é nada, Pai,
Nas letras miúdas esparsas,
Vem com a delonga da lembrança
E traz contigo o ser amigo
Do simples e brando sorriso

Que não se apaga


sábado, dezembro 20, 2014

quarta-feira, outubro 15, 2014

Remoínhos de mar



















Andam cavalos à solta
na torna de cada onda
em remoínhos do ocaso.
Da espuma fazem sombras
e do vento o seu canto

Cada volta um tormento
de crinas onde eu danço
esta tardia esperança
de flores no meu regaço

Indomáveis, atrevidos,
nas tornas em contradança,
não são cavalos perdidos;
soltam palavras de espanto -
ternuras de um sorriso -
e, neste solto vai-vem da vida,
fendem silentes laços

No mar andam cavalos
de crinas soltas ao vento…
desenham sombras, alento
na criança adormecida

terça-feira, setembro 23, 2014

Convite

 
 
A nossa amiga Otília Martel (Menina Marota) vai proceder ao lançamento de um novo livro
no próximo dia 4 de Outubro, às 17 horas, no Mosteiro de Corpus Christi, em V. N. Gaia.
 
Sendo uma eterna buscadora do Belo, tanto através da sua peculiar escrita como pelo seu
gosto apurado, Otília brinda-nos com mais uma excelente obra.
 
Convido-vos a estar presente, homenageando, igualmente, quem tanto se empenhou pela
divulgação da Poesia e de novos Poetas.
 
Lá estarei!
 
 
 

terça-feira, junho 03, 2014

Convite