terça-feira, maio 31, 2016

Poesía Contemporánea: La tumba de los viajes

Poesía Contemporánea: La tumba de los viajes: Si no fuera de noche desde aquí veríamos la última lengua de terreno y quizás también el mar, al fondo. Descansemos: no dimos mejor...



«siempre hay lugares qui qui son el fin del mundo" , pero hay que deixa-los respirar bem fundo

para que se encontrem na sua essência e possam sorrir no tempo de amanhã tornado hije.



Bjos

Amitaa

sábado, dezembro 20, 2014

quarta-feira, outubro 15, 2014

Remoínhos de mar



















Andam cavalos à solta
na torna de cada onda
em remoínhos do ocaso.
Da espuma fazem sombras
e do vento o seu canto

Cada volta um tormento
de crinas onde eu danço
esta tardia esperança
de flores no meu regaço

Indomáveis, atrevidos,
nas tornas em contradança,
não são cavalos perdidos;
soltam palavras de espanto -
ternuras de um sorriso -
e, neste solto vai-vem da vida,
fendem silentes laços

No mar andam cavalos
de crinas soltas ao vento…
desenham sombras, alento
na criança adormecida

terça-feira, setembro 23, 2014

Convite

 
 
A nossa amiga Otília Martel (Menina Marota) vai proceder ao lançamento de um novo livro
no próximo dia 4 de Outubro, às 17 horas, no Mosteiro de Corpus Christi, em V. N. Gaia.
 
Sendo uma eterna buscadora do Belo, tanto através da sua peculiar escrita como pelo seu
gosto apurado, Otília brinda-nos com mais uma excelente obra.
 
Convido-vos a estar presente, homenageando, igualmente, quem tanto se empenhou pela
divulgação da Poesia e de novos Poetas.
 
Lá estarei!
 
 
 

terça-feira, junho 03, 2014

Convite


quarta-feira, dezembro 18, 2013

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Acasos de vida II


















O cheiro do Verão ainda amornava o ar.

Prevendo que teria de ficar a trabalhar até mais tarde, pedira à sua mãe que
lhe emprestasse o carro. Nesse dia não seria muito fácil obter boleia para o
Porto porque era um dia de feriado facultativo e a empresa trabalhava a meio gás.

Quando tudo estava preparado para o evento do dia seguinte, fez-se à estrada e
pensou “Credo! Hoje há imenso movimento!” sem se lembrar que nesses dias
muita gente aproveitava para passear, ir a Espanha às compras, ou simplesmente
estar de regresso de umas mini férias.

O lusco-fusco instalara-se no ar e a fila de carros era quase contínua.

Numa grande recta, vendo uma abertura segura, procedeu à ultrapassagem dos
carros mais lentos.

Eis senão quando avista, a uns 50 metros à sua frente, uma motorizada em diagonal,
atravessada na estrada, sem qualquer sinalização, dirigindo-se ao passeio do lado
esquerdo, onde nem uma rampa havia.
Surpresa e aflita para não bater em cheio na motorizada, abrandou, rodou o volante
para a direita, o que não evitou de lhe tocar de raspão, e chocou com pouca força na
porta do condutor de um Mini branco.
Atónita, nervosa e sem acção, estacionou mais adiante.

Passados alguns minutos começou a ouvir um burburinho e vozes exaltadas.

Saiu do carro e deparou-se-lhe um conflito entre o senhor da motorizada e o do Mini.
O primeiro acusava o segundo de lhe ter batido e este negava.
Nenhum percebeu o que se tinha passado.
Então, dirigiu-se para o tumulto e disse: “Tenham calma! Fui eu que bati nos
senhores e tenho seguro.”

Ó palavras que disse!...
O da motorizada puxou dos galões e informou-a que era polícia;
o outro só exclamava: “Poem mulheres a conduzir e é isto que se vê!...”

O polícia acompanhou-a, muito irritado, até ao carro, exigiu que lhe mostrasse
os documentos e perguntou:
“Onde é que a menina trabalha?”
“Na Oeberg, senhor guarda.”
 “Ai, coitada da menina! E amanhã como é que vai trabalhar sem carro?”
“Não se preocupe, senhor guarda! Primeiro trato do seguro e depois vou para
a empresa.” respondeu, surpreendida pela alteração de trato.

No dia seguinte, quando chegou à Oeberg, uma colega informou-a que um polícia
já tinha telefonado 4 vezes a saber se ela já tinha chegado e se estava bem.

(A inauguração da empresa era naquele dia e o chefe dele havia sido convidado)