sábado, agosto 02, 2008

Em tempo de espera




















Falamos de um terno amor,
de todo um tempo em espera,
num variável movimento
de olhos cansados

Um país imaginário nos tornamos,
na vertical postura das palavras,
convencionadas, planas,
dotadas ao ostracismo do luar

Sobre a moldura dos nefelibatas
corre lesta a noite rubra
num intocável inferno de asas

E dessa conversa muda
tanto de nós se afunda
do casulo a inundar
no gestual vapor do olhar


(minha participação para o jogo daqui )

Imagem Google

5 comentários:

Paula Raposo disse...

E as minhas palavras ficam tão aquém da beleza das tuas...obrigada por poder aprender um pouco mais, vindo ler-te. Muitos beijos.

Paula Raposo disse...

Peço desculpa pela minha ignorância musical, mas não sei que música é esta, tão linda, que me deixa aqui ficar a chorar e a recordar alguém a quem muito amei!

Marta disse...

Como sempre, versos suaves, doces...
Respira-se, sente-se uma serenidade em cada uma das palavras...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

Menina_marota disse...

É nas palavras que se jogam... o tempero da vida, a serenidade das harmonias, a ternura do olhar que se partilha e que ilumina, circunscrevendo-se na razão que leva ao jogo...

Beijinhos ;)

Nαny / x3 disse...

que liiindo *-*
amei o blog.
bjo ♥