quarta-feira, julho 01, 2009

Floating beauty

































Vivo o monte, vivo a brisa
Da pradaria infinda
Pelos abraços e beijos -
Intensos desejos -
De quem se sabe e caminha
Leve, nos laços tecidos,
Constância de sílabas e traços
Que ao longe se adivinham…

E bordo, pedaços já gastos
Deste povo como estigma

Se canto, se porventura enlaço
As canas de água fina
Alcanço, entre a lua e o espaço
As palavras: Amigo… Amiga…
Na plenitude terna de um abraço
Qual espiga amadurecida
Envolta nas verdes folhas d’um canto


(imagem de Chen Yang-chun)

9 comentários:

Paula Raposo disse...

Lindíssimo, Amita! Adorei. Enviei-te um email. Muitos beijos.

Marta disse...

Que lindo, Amita!!!
Leve o canto, a ternura que nele há...
Obrigada pela partilha...
Beijos e abraços
Marta

tecas disse...

Como sempre... de ti não é de esperar uma poesia qualquer...
Excelência por natureza.
Bji amigo

Fábio Paulos disse...

lindo poema, parabens

Vieira Calado disse...

É bem bonito, este seu poema!

Beijinhos

Mateso disse...

Os meus parabéns pelo lançamento do livro.
Mil felicidades e tudo de bom.
Bj.

Vieira Calado disse...

Adequado o poema à imagem.

Bjs

Manel do Montado disse...

Vivo o monte, vivo a brisa
Da pradaria infinita (...)
Cheira-me a Alentejo e tal como o poema é lindo, é linda a recordação que me faz sentir da terra que amo.
Bj

pin gente disse...

foi muito bonito, fátima.
parabéns e felicidades!
beijo grande
luísa