domingo, novembro 30, 2008

Cristal












Uma rocha; num prado a Aurora,
verdejante planura em cristal.
Leves, tilintam cincelos
doces cânticos de Natal

Contemplo o misticismo das mãos
que pelo rosto de tantos espalham
a preciosidade da via do pão,
sem urdir aleivosia
nem falsa comiseração

Nesta rocha onde me sento –
eremitério de silêncio – secos,
meus olhos jorram unguento
para que a alegria alcance
a face de cada criança
que pelo mundo se estende
e que o fluxo do cristal brilhe,
em infinitude, nas mentes,
para que cada dia seja Natal



imagem de Arbego/Armando
(para o 8º Jogo daqui )

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Sempre belos os teus poemas!! Gosto muito. Beijos.

Marta disse...

Os sorrisos das crianças são sempre cristalinos, doces....
Um afago no coração....
Não, não me esquecerei de sorrir...
Obrigada pela visita..
Beijos e abraços
Marta