quarta-feira, março 11, 2009

Rio alma


















Lento corre… corre claro…
do verde pinta tonalidades
no solo esconso e avança -
inclinado, inquinado -
procura de longo alcance

Corre entre o silêncio das causas
simples que à natureza encanta
e corre… corre…
ao murmúrio das folhas dança
o nascimento de um passado
em avanço incessante

Pelo caminho desflora
flores, raízes e pedras -
pela noite, pela aurora -
e num tumulto suave lança
a ilusão ao poeta
que em seu nicho desperta
a musicalidade de um canto

Corre em verde, em cobalto,
pelo linho em sépia terra…
o caminho é desperto
a quem o bebe
e da leveza se espanta


(imagem recebida por mail sem autoria)


10 comentários:

Paula Raposo disse...

Muito belas as tuas palavras, Amita!!! Beijos.

Marta disse...

Sente a paz, mesmo quando revoltado...
Lindo como sempre...
Beijos e abraços
Marta

tecas disse...

Rio da Alma, a tua serenidade a afluir em limpidas águas. Plena frecura, em belas palavras que dançam...
No final de não sei quantas tentativas, consegui deixar o comentário:)
Bji amigo

Vieira Calado disse...

Corre, corre pensamento...

Corre, corre imaginação

no verde cobalto do rio...

Muito bonito este seu poema!


Bom fim de semana

Bob disse...

Ola, estive visitando este lindo blog, e adorei seu cantinho.Gostaria de fazer parceria com seu blog, com trocas de links.Você adiciona o link do meu blog no seu e eu adiciono o link do seu blog no meu;Assim nossos leitores poderão interagir.Tenho um banner também se quiser adicionar.Aguardo resposta.Um abraço.

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mundo azul disse...

__________________________________

Bela corrida desse seu rio... Compôs um belo poema!

Beijos de luz e o meu agradecimento pela sua gentil visita...

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Manoel Carlos disse...

Limito-me a contemplar silente poema e imagem.

Manoel Carlos

Nuno G. disse...

repousante, belo, pacífico... e o teu poema...

pin gente disse...

bebi as palavras como água. senti o movimento da corrente como mãos a percorrrem-me o corpo. fechei os olhos para imaginar a luz. para sonhar a transparência das nuvens que choram sobre o leito dos rios. vi as gotas caírem entre as minhas lágrimas, com elas se confundirem. tacteei o meu rosto molhado entre o doce e o salgado. fechei sobre ele as mãos, em concha. voltei a beber. desta vez, bebi o que os meus olhos perderam e o que a chuva lhes ofereceu.



um beijo, amita
(foi um prazer conhecer-te)

Isabel disse...

forte forte abraço.


__________Parabéns-!!!!


e um prazer a entrada do blog.



.piano.