segunda-feira, outubro 19, 2009

Sei quem sou ...



































tantas vezes não sabendo…
se rio, paragem, se brisa,
incompletude de momentos
na orla abstracta da vida

Da lua, voo em trilhos, ramais,
sob utópico brilho de cores
e danço reticências de ais
isolando profundos clamores

Assim a Natureza me criou
na tecedura leve das palavras
que me dizem: Vai! E não vou…
se o longe-perto aqui me clama

Se canto, se letras desfio,
nas águas do espaço correm doces
abraços e beijos, que envio
aos ternos amigos, meus amores

(escultura de Jean Pierre Augier)

8 comentários:

Paula Raposo disse...

Um bonito poema com uma escultura bem escolhida. Beijos.

Carmem L Vilanova disse...

Querida Amita...
Lindo saber de ti e ler o lindo que escreves... ja estavas a fazer falta, muita falta!
Deixo-te beijos, flores e muitos sorrisos... sempre!

Marta disse...

Ser quem é, quem se sente....verdadeiramente....
Quem canta lá dentro....
Lindo como sempre, Amita
Beijos e abraços
Marta

Spectrum disse...

Continuas fabulosa a escrever..
Beijitos, A...

Júlia Coutinho disse...

Querida Amita,

Já tinha saudades de te ler, por isso vim visitar-te.
Quero adquirir o teu livro, diz como fazer para isso. Manda o NIB, eu deposito e depois manda por correio, por favor.
beijinhos

Amita disse...

Com dificuldades em escrever a todas agradeço o vosso carinho.

Deixo-vos algumas palavras que coloquei no blogue do Peter:

Vagueio
pelo silêncio dos dedos
escuros, negros
do tacto minimizados
e das letras a dança
pelo vácuo se espalha
até que melhor hora se faça.

Um bjinho e uma flor

Paula e Júlia: assim que a minha mão direita me permitir, entrarei em contacto via e-mail.

Mirse Maria disse...

A Natureza foi sábia e farta em sua criação.

Amita, parabéns, pelo belo poema!

Mirse

Vieira Calado disse...

Faz um tempo, creio, que por aqui não passava.
O seu blog continua variado e interessante.

Bjs