sábado, junho 03, 2017

Pai


Ouve tua filha na carne rasgada.
Em poema, a vida são anos passados.
Sorrisos leves, inócuos, espontâneos,
Trazidos pela lembrança de idos anos

Escuta, Pai, os murmúrios do vento
Travados pela brisa que encanta
Como se fosse dança de criança,
Visão silente, afagada pelo sentimento
Nutrido pela raça

Se o tudo é nada, Pai,
Nas letras miúdas esparsas,
Vem com a delonga da lembrança
E traz contigo o ser amigo
Do simples e brando sorriso

Que não se apaga


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