domingo, janeiro 15, 2006

Os dedos do horizonte









Olha! Não vês, não sentes
O abraço forte, intenso
Nas palavras que estendo
Olha! No vácuo do silêncio
Há estrelas que caminham
Um tempo ausente
De nós, somente
Repara! Toda a sabedoria
Não tua, nem minha
Desliza entre flores
Distantes
Sob amorfas nostalgias
Dos sonhos que nos caminhos
Fazem seus passos
Frementes
Eu sei que me sentes
Quando contente me sabes
Como te soube no tempo
Das horas doces
Constantes
Olha! Tão crua
A distância
Não esfria
O berço da palavra
Intensa e nua
Que nos dedos permanece
E os sussurros da lua
Pelas noites escuras
E frias
O sol acontece
A beleza da estrada
Em brilhos aquece
O que teima e
A pedra dura
Trabalha
Não esmorece
Olha. Vê.
Tu que sabes
E sentes
Os dedos que se tocam
Na dança silente
Do amor eterno
Ausente
Sorri
E diz
Contigo canto
Nos passos do horizonte

10 comentários:

Peter disse...

"Os dedos que se tocam
Na dança silente
Do amor eterno"

Estive vendo as pinturas. Fiquei satisfeito por ti. És merecedora.*

AS disse...

Um poema lindo, como uma tela onde cabem todas as cores do arco iris...

Um beijo Amita

Passaro Azul disse...

"Eu sei que me sentes
quando contente me sabes"
Quanta sensibilidade neste e noutros poemas que enchem a alma de quem visita este branco e negro.
A minha admiração e elogio com amizade :)

zita disse...

ADOREI...parabens

Carmem L Vilanova disse...

Admiro e admiro mil vezes a tua capacidade de escrita, minha querida!
Beijos... muitos!

Maheve disse...

O amor sempre orquestrando a sua sinfonia eterna.

Parabéns, a imagem é linda e casa bem com o texto.

beijões

Ana Luar disse...

E na magia do toque...na magia dos dedos...surge mais um belíssimo poema, como já nos habituaste...assim sendo tudo o que eu possa dizer soará a muito pouco.

Aluena disse...

Contigo choro.
Contigo estou.
Com todos no meu coração.
Saudades.

amita disse...

A todos agradeço sensibilizada o carinho. Numa ausência forçada, tento regressar lentamente às vossas belas letras. Um bjo e uma flor por cada dia que passa

Paula Raposo disse...

Senti uma grande suavidade a ler este poema. Bonito. Beijinhos