terça-feira, fevereiro 01, 2005

Ao Amanhecer

Afio o lápis de novo, devagar,
Das letras, meu companheiro
E espero
A junção das letras, soltas, dispersas
Que vejo
Pairando nuas no ar

Contorno linhas, quadrados,
Entretanto,
No papel à minha frente
Sombreio quadriculados
E vagueio
Em sombras de letras, somente

Célere passa o tempo correndo
No silêncio, nesta ausência
Das letras
Transparências, movimento,
Brisas,
Pontes, correntes e vento
Em serena pradaria
Prevendo
Luz plácida do dia
Amanhecendo...

2 comentários:

AS disse...

Poesia é como a vida
Não se sabe quando, onde
Ela nos vem abraçar
Basta apenas um sorriso, um olhar
para ela despertar!...

Um beijo grande

Estrela do mar disse...

...fazes bem afiar o lápis...porque mesmo sem inspiração...consegues escrever sempre algo de belo...e muito...

Um beijinho*.