terça-feira, fevereiro 15, 2005

Poeta

A noite pertence ao alto poeta
Divagando, ilusão discreta
Faz os leitores sonhar
Percorrendo os caminhos
Acompanhado ou sozinho
Com um sorriso p’ra dar
Seus amores são imensos
Desde o A até ao Zê
E querem saber porquê?
Vendo a forma de cada letra
A cor, o som, a beleza
Que cada emite ao desenhar.
Umas lembram pradarias
Outras, mares, nostalgias
Ventos, também luares
Desertos, oásis incertos
Sóis, brilhos, estrelares
Universos coloridos
Nuvens, doces abrigos
Melancolias d’estares
Silêncios d’amena música
Encontros de véus e túnica
Maviosos deslizares
Tudo serve, tudo é vida
Tudo morre ou intriga
Tudo passa a fenecer
Ou em luz a renascer
Para correr, parar, não ver
Ouvir ou emudecer
Pensar ou só amar
Ouvindo música a pairar
No silêncio ou na distância
Tanto faz, tudo é poesia
Entre ânsias e acalmias
Falar do poeta p’ra quê
Se a vida é o que lê
Cada qual em seu mirar
Aquilo que sente agora
Em segundos, sem demora
Torna-se fumo no ar
O poeta é um belo pensador
Do faminto, sedento leitor
Poeta, eu te bendigo
Por existires, amigo
Na música que trazes contigo

4 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

Lindo poema, doce Amita!
Beijinhos!

AS disse...

Não resisto a citar Fernando Pessoa:

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente...

(***)

Um beijo

heloisa disse...

BELISSIMO,AMIGUINHA!
E... vou-Lhe fazer uma "Maldade"!
Nao se zangue comigo, por favor!
Beijinhos!
sua Amiga,
Heloisa.
**************

Ofeliazinha disse...

Bom Fim de Semana.