sábado, fevereiro 19, 2005

A Festa

De rubro as unhas pintei
Sapatos altos calcei
Para a cerimónia que havia
Lá, onde a noite era fria

Vesti trajes lindos, luzentes
Tudo e nada condizentes
Comigo. Estampei a alegria
No porte para as gentes
Que (des)conhecia

Impávida e serena seguindo
Entre os brilhos, as presenças,
Socializando, sorrindo,
Noite fora dançando
Braços e braços enlaçando
Rodopiando aparências.
Dizeres, olhares,
Desejos d’amares
Quando passava, sentindo…

Onde andavas, amor distante,
Não me largando um instante
E de saudades vestido
Dias, noites, horas a fio
Por ti, em ti, esperando…

3 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

Quando vais a esta festa?
Nao demores, vai em busca de teu amor, nao o deixes ir-se sem ti!
Muitos beijos e um lindo final de fim de semana!

AS disse...

Quantas vezes a distância é só aparente! Quantas vezes temos as coisas tão próximas e nem damos por elas!...

Um beijo

Manoel Carlos disse...

Que festa! Um desencontro, a espera sem fim.. que triste! Pena que não tenha arrumado um novo amor.