sábado, outubro 08, 2005

As Gatas


















Pelo fim-de-semana
se passeiam as gatas
no meu quintal

Vejo-as sair, felpudas,
académicas, lãzudas,
todas tão diferentes,
no alvorecer de cada dia
que o fulgor dos anos trinta
em corpo habita
e consente

Como entraram? Não sei!
Talvez garridas, floridas,
inconscientes,
na calada da noite
permitida,
com suas patas de veludo
e garras que sabem tudo
por quem mais sabe e vive
urgente



Poema in "Transparência de Ser"

5 comentários:

Paula Raposo disse...

Um poema cheio de sentido, significado por detrás das palavras! Muito bonito, com um certo azedume duma vida urgente dessas gatas...beijos, bom fim de semana

anacanela disse...

com "patas de veludo" entrei e me enrrosquei! o meu telhado às vezes é de vidro! e esse teu quintal é de espelho! mirem-se as gatas!!!! abraço

benechaves disse...

Olá amiga: por onde andas? Desistisse de atravessar o oceano e ir bater na minha porta no litoral nordestino? Muitas águas a impedem, não? Muito trabalho deste outro lado do oceano talvez seja o motivo de sua ausência.
Beijos natalenses...

Peter disse...

amita, bons tempos em que eu "ia às gatas". Agora tenho é que arranjar um cão grande que me leve a passear ...

AS disse...

Miauuuuu.... Miauuuuu