sábado, maio 27, 2006

Nestas mãos
















No seio destas mãos que vês
Se abrem cânticos de luz
Nas singelas pequenas asas
Da borboleta delicada
Que ao silêncio conduz.

Serenamente
Enlaça o canto a Graça
No viajante solitário
Que de braços pendentes
Fatigado
Passa
E nestas mãos
Se move e
Abraça


(imagem de Ian Chang)

3 comentários:

AS disse...

Amita, este belo poema fez-me sentir abraçabo pelas tuas mãos, com a delicadeza com que tratas a fragilidade da borboleta...

Um beijo grande

Helder Ribau disse...

tens ums escrita... contagiante...
Parabens

Ana Luar disse...

E essas mãos que tão carinhosamente escrevem sabem tão bem guardar a lua delicada das asas de uma borboleta. Segue-a e entra no sonho!