segunda-feira, maio 15, 2006

Flores na neblina













Nas pérolas de prata que a lua espalha
Vagueio pelo infinito das cores
Das flores inclinadas descem orvalhos
Em cerejas transformados
Entre a neblina das dores
Que assisto e não alcanço
Por mais que me soe o canto
Neste coração de antanho

Uma menina dança em verdes prados
Que o sol aquece e ilumina
E entre as letras miudinhas
Paira o silêncio
Dos sorrisos doces
E ternos laços

6 comentários:

Delfim Peixoto disse...

Simplesmente...LINDO!
Sem dúvida que és especial, como as tuas palavras.
bjnhs doces

Joaquim Amândio Santos disse...

"
ouçam bem
eis a voz do silêncio.
sintam-no
que no ar paira.
gemendo em súplica sussurrada
que vivam.
liberdade.
que finalmente vivos,
ousem sonhar.
"

bem haja pela visita. O blog Negra Tinta é individual mas ostenta a vontade de um depósito de palavras à disposição de todos. em partilha. sempre

Manoel Carlos disse...

Na lida cotidiana, um pouco de lirismo faz bem.

AS disse...

Uma menina dança em verdes prados e á noite acendem pirilampos numa constelação de luzes trancendentes...

Um beijo grande

Isa disse...

Olá,
lindo lindo o teu poema
e a neblina espraia-se e o sol repousa na fase da menina.

Jinhos fofos

Menina_marota disse...

"...Uma menina dança em verdes prados
Que o sol aquece e ilumina..."

Lindo o teu poema! Adorei!

Um abraço carinhoso e um sorriso do tamanho do mundo ;)