quarta-feira, março 22, 2006

Sem Título IV





Pintura de:
Tanja Hoffmann











Alguém corre pelo parque da cidade
Sob bátegas de chuva
Intermitentes

Uma voz se espalha nos telhados
Sonora, amplificada
Com sotaques diferentes
Invade intimidades
Dormentes
Desperta o silêncio de cada casa
Espaçada, muda
Nas deslizantes gotas do espaço

No lugar onde me encontro
Em acalmia profunda
Os dedos de uma criança
Tecem esboços leves, reflexos
Nos versos da esperança
Em danças inocentes
Amenas e puras

5 comentários:

Sylvia Cohin disse...

Olá, moça!
Aqui estou para cumprimentá-la pelo simpático blog.Obrigada pela visita ao chavedapoesia onde quando há tempo se faz alguma coisa! Um abraço e sucesso sempre!
Sylvia

pipetobacco disse...

{ ...

deixo.te:

um abraço
nunca é apenas.
mas sim abarcar
«o todo»
ou alcançar;
nunca é somente
mas sim compreender
e saber

© .8.

... }

Double S disse...

Como é bonita a inocencia....

Adryka disse...

Lindo, começar a manha a ler coisas lindas alegra o meu coração. beijinhos para ti

De Amor e de Terra disse...

Olá linda!
Gostei muito deste poema, muito mesmo.Parabéns!!!

Beijos da

Maria Mamede