quarta-feira, janeiro 19, 2005

Ó Gente!

Fito, me olho ao espelho
Miro, remiro, que vejo
Meditações em mim

Alguns seguindo caminhos
Alterados, nus, sozinhos
Em ambições sem fim

Ouvir-te a voz não desminto
Sonhares que por ti sinto
Ternuras perdidas nos ares

Mas olho o tempo que passa
Inclemente, na desgraça
Entre sóis, marés, luares

O espelho aclareando me diz
E o futuro me prediz
Olhando p'ra alem dos vales

Vês a Luz branca distante
Essa Luz que é constante
Que humaniza corações?

E clamo aos céus sentida
Silêncio estou esquecida
Enlaçada em ilusões

De outros que se perderam
Que quero crer esqueceram
Toda a beleza da vida

Iniciada. Cientes
Da fé de que são crentes
Olhares que a vida olvida

Oro aos deuses infinitos
Que tragam momentos bonitos
De Sóis e claridade
Riqueza d’alma, verdade
Que não se perca sozinho
Neste Mundo triste, mesquinho
D’informação que passa
E que as mentes atrasa
Em calculismos d’estares
Amorfos sentires d’amares

Meu sorriso serenamente
Passa por ti. Tenta. Sente.
Aclareia a tua mente.
Ó Gente!...

4 comentários:

AS disse...

Amita, Lindo poema!... só alguém com grande sensibilidade poderia olhar o espelho e ver nele cada palavra deste poema.

Um beijo

Carmem L Vilanova disse...

Concordo plenamente com Frog... Qualquer coisa que eu dissesse seria repetir o que ele disse, pois é exatamente o que penso/sinto!
Muitos beijos, doce Amita!

Anónimo disse...

Amita, belíssimos versos! Teu espaço é interessantíssimo, venha conhecer-me também,
sou Lua! Bjs!

http://luaceu.zip.net/

Manoel Carlos disse...

Ainda restam pessoas que liricamente permanecem sonhadoras...