sexta-feira, abril 29, 2005

Grinaldas

Grinaldas são
Chocolates doces
Que se abrem no caminho
Ternura de amores
Trilho em amplidão
Que se desdobra sozinho

Coroas de flores belas
Maviosas singelas
Seda veludo tecidas
Aves plumas esbatidas
Na solidão e contudo
É um enlace desnudo

São pétalas de rosas
Etéreos voares
Essências deleitosas
O silêncio cantante
Luz a cada instante
Formas d’amares

É alegria é saudade
Amor puro a verdade
Plenitude de dar
Voando pela palavra
Da ternura adorada
É partir e voltar

10 comentários:

mariagomes disse...

"chocolates...doces..." tinha que ser!

lembrei-me de um "catálogo" doce, bebido em terras algarvias...*rs


beijinhos
maria

AS disse...

Amita, construiste uma bela grinalda de palavras!...

Um beijo grande

Fernando B. disse...


E salpicadas com o doce perfume do teu olhar, obteremos o mais Belo conjunto para nos invadir a Alma.

Beijocas Doces,

Double S disse...

Com as palavras enleias o sentido da grinalda.

benechaves disse...

Oi, Amita: como estás? Como foi de passeio? Sinto sua falta. Olha, depois de muito relutar, resolvi responder a tal 'corrente', ok?Passa lá e dê uma conferida, tá? Te espero!
Beijos deste outro lado nordestino...

zezinho disse...

Amita, vejo que a tua inspiração anda com a cotação altíssima.
Beijo.

Apenas, o cidadão disse...

grinaldas...prendeu-me. voltarei para comentar este pooema.

Manoel Carlos disse...

Arrumaste o florilégio de rosas, com perfume, cor e sentimento, até compores a grinalda.

pipetobacco disse...

{ …

“… nesta imensidão de ilhas [percorro perdido] [demarcadas;demarcado] [umas belas outras não] procuro eu naufrago, o éden, talvez cheiros, toques ou sons de alma. e deixo-me ir na corrente [por vezes ausente] por ai perdido [talhado], persistente e demarcado. até que encalho [aqui e ali], olho em teu [meu] redor, leio e gosto [-te] …” © temporal in* crónicas de um naufrago, escrito por © de[mente]

… }

looking4good disse...

Como � t�o belo o sol! Quantas grinaldas
N�o tem de mais a aurora!!
Como requinta o brilho a luz dos astros!
Como s�o recendentes os aromas
Que se exalam das flores! Que harmonia
N�o se desfruta no cantar das aves,
No embater do mar, e das cascatas,
No sussurrar dos l�mpidos ribeiros,
Na natureza inteira, quando os olhos
Do moribundo, quase extintos, bebem
Seus �ltimos encantos!
(Laurindo Rabelo)

Gostei do teu blog (e da m�sica!)