quinta-feira, dezembro 16, 2004

Não

Não espero gratificações
Elogios, ou canções
Nem aparências de nadas
Muito mais do que alardas
Não procuro floreados
Nem versos inacabados
Nem tristes ou jocosos
Com sentimentos fogosos
Não sigo melancolias
Nem insanas folias
Ou mostras de cansaço
Nada disso eu abraço
Não tolero sentimentos
Desses perdidos nos ventos
Nem a inação que vejo
Que sinto e que prevejo
Como falsa, comovente
Da labuta insistente
Não indago o que não sentes
Se vejo, sinto que mentes
Não caminho a teu lado
Se te enches de enfado
E te perdes em dizeres
Para o vazio preencheres
Não te peço lealdade
Tão pouco fidelidade
Nem abraços ou ternura
Dizeres de pouca jura
E com tanto “não” me vou
O sorriso em mim ficou

4 comentários:

AS disse...

... mas não digas não às palavras com que nos dás tão bela poesia. Belissimo poema!

Um beijo

Manoel Carlos disse...

Tem sua graça :)

Carmem L Vilanova disse...

Ficou em ti o sorriso... Que alegria me dá.
Beijos, amiga e um lindo fim de semana para ti!

Estrela do mar disse...

...não vou dizer que não gostei...
Adorei muito do que li...mesmo com a carga "negativa" que se dá à palavra NÂO.
Continuação de um bom fim de semana.
Um beijinho*.