segunda-feira, novembro 29, 2004

Casulo

Poemas não faço sigo escrevendo
Dentro do meu casulo
Entre os dedos espreitando a medo
Caixa das misérias do mundo
Que entram
Esventram
Terrores
Gláudio de palrantes doutores

Guerras, ódios, prepotência
Tempos sem cor amorfos
Dolorosa sequência
De dias tortos
Gentes incolores
Frieza nas dores
Perdida está a clemência
Não olho, recuso
M’enrolando no casulo

Rios rubros, canibais
Encruzilhadas torpes da mente
Desfeitas em espirais
Ceifando trajectos
Projectos
Invividas vidas, demente
Rasgo sedas e ares
Do casulo saio enfrentando mares

1 comentário:

frog disse...

... o casulo é apenas uma das fases da metamorfose! Deixemos que o ciclo se complete na plenitude... e então sim, surgirá com todo o esplendor uma nova forma, ansiando por outros espaços!...

Beijo grande