sexta-feira, novembro 12, 2004

Escrevo...

Escrevo, sem palavras nem letras
Em sonhos de Fogo e calor em labaredas
Transformadas
Produzindo um invisível ondulante vento
Levitando-me em carinhoso momento
Em ledas
E fulgurosas madrugadas

Escrevo, sem letras nem palavras
Na Água límpida e clara mergulhada
Transmutada
Em ondina de rio, catarata ou lago
Meu manto espelhado eu afago
Encantada
Entoo a música que te trago

Escrevo, sem palavras nem letras
Formas espiraladas de azul no Ar
A planar…
Desenhos de suaves voos imaginados
Perdições de amores desejados
De te achar
Em maviosas cores de tons irisados

Escrevo, sem letras nem palavras
Da Terra, a força física, a paixão, o sentir
O ideal
Pelo terno beija-flor simbolizado
Esvoaçando no doce mel deleitado
A sorrir…
Interacção da natureza dual

4 comentários:

frog disse...

Não sei se já te disse que tens a benção dos Poetas! E os poetas, não precisam de letras nem palavras, apenas sentem!... eles,como tu, estão eternamente apaixonados!

Beijo grande

Manoel Carlos disse...

És tua própria escrita; um convite ao enlevo.

Maria Branco disse...

Escreves sem palavras, escreves com uma alma imensa e bela que é a tua.. As tuas palavras não se leem.. Sentem-se! Beijos querida amiga!

Luis Duverge disse...

Leio-te o pensamento porque não deixas palavras
Obrigado pela leitura ...vou passando
Um beijo em pensamento.