segunda-feira, novembro 29, 2004

Eremita

Rasgando roupas e mantos
Me cubro de singelos cantos
Abraçando o momento
Buscando a Palavra no vento
O silêncio

Escalando íngremes encostas
Admirando a Natureza
Esplendorosa
Brilhante
Que tu gostas
Eremita errante

Procurando a Luz em meditação
Imóvel me quedo
Em sossego
Profunda introspecção
E voo pairando
Música no éter soando
Sem temor nem medo

Lavro a terra, faço o pão
Recolho folhas silvestres
Bebo água que mais não
São
Gotas de orvalho giestas
Intemporalidade
Acalmia da verdade
No saber das florestas

4 comentários:

Luis Duverge disse...

Sinto-me em busca da verdade que nunca
chega, que muitos criam, mas só a natureza sabe.
Somos todos eremitas no saber e egoístas no partilhar,
o mundo em regressão evolutiva, ou seja, tudo
igual entre o ser humano hoje como há 10000 anos atrás.
Um beijo ...poético.

Carmem L Vilanova disse...

Acho que todos nós, no fundo, somos um pouco eremitas... e devemos sê-lo, sobretudo naqueles momentos em que devemos tomar decisoes importantes em nossas vidas, nao por egoísmo, senao porque só cabe, unicamente a cada ser humano eleger o melhor para si!
Está muito bonito este poema!
Muitos beijinhos para ti!
Carmem Lúcia Vilanova

frog disse...

A intemporalidade, o fascínio pela imobilidade, pelo voo... pairando, sem temor nem medo!...

lindo este poema!

beijokas

Bruno disse...

:)