domingo, novembro 21, 2004

Meu Cão

O Homem dispõe seus caminhos
seus passos, rumos e rotas
perdido em ilusões
sonhos, voos
maldições
tristezas
e sem certezas
do que pode acontecer

A Natureza é mais forte
bela, dura, imprevisível
portadora de surpresas
dura, crua e vil
indiferente
das solidões
do amparo, do braço amigo
muda, cega, não quer ver

Perde o Homem, perde tudo
árvores, plantas e flores
animal d'estimação
guarda querido
nas dores
da perda
da solidão
parte de mim vai contigo
na morte
sem sorte
no coração

E choro, por mim, por ti, meu cão

3 comentários:

Manoel Carlos disse...

Parece pieguice para quem jamais teve um animal em casa.
Cigana, da raça Pointer Inglês, morreu há dois anos, exatamente em dezembro.
Até hoje sonho com ela.
Na ocasião, rompendo uma tradição nossa, não passamos o Ano Novo em casa, pois realçaria mais ainda a ausência dela.

frog disse...

... Sabes uma coisa? A semana passada morreu a "Nikita" a minha cadelinha, com 14 anos!... estranha coincidência!

Fica com um beijo

mauro_mars disse...

O teu lindo cão...
O teu companheiro das alegrias e das tristezas.
O teu eterno amigo presente no teu coração.

Beijocas grandes.